Faltam apenas 100 segundos para a meia noite no Relógio do Juízo Final

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Por estes motivos, o Relógio do Juízo Final avançou mais 20 segundos em direcção à meia-noite, o mais próximo de sempre do “apocalipse”. Este marco é o aviso da comunidade científica que faz parte da associação aos líderes e população mundial para o cenário mais perigoso de sempre “ainda mais que na sombra da Guerra Fria”. Está a 100 segundo da meia-noite…

Apesar da mensagem alarmista e catastrófica, a Bulletin of the Atomic Scientists deixou também dicas de como o mundo deverá responder a estes perigos. Em primeiro lugar os líderes dos Estados Unidos e da Rússia devem voltar à mesa das negociações de forma a impedir a corrida às armas nucleares, além de reduzir o estado de alerta de ambas as nações.

Os países devem publicamente anunciar o apoio ao acordo de Paris sobre o objectivo de descer a temperatura abaixo dos 2 graus Celsius mais elevados que o nível pré-industrial. E para tal, deverá haver mudanças no sistema de energia mundial que devem ser aplicados. A associação vira-se ainda em particular para os cidadãos americanos para exigir uma acção imediata nas políticas climáticas do seu Governo, a propósito da decisão de Donald Trump de se retirar do Acordo de Paris. E deixa o alerta para quem vencer as próximas eleições presidenciais, o dever de retomar o Acordo.

Outra medida refere-se ao impedimento da proliferação nuclear no Médio Oriente, sobretudo garantir que o Irão não quebre as negociações. Por fim, a comunidade internacional deve iniciar discussões multilaterais para estabelecer normas de comportamento, desencorajando e penalizando o uso indevido da ciência. O mesmo para as campanhas irrealistas dos políticos, que traçam linhas ténues entre os factos e as “motivações políticas fantasiosas”.

“Não há razões para que o Relógio do Juízo Final não se afaste da meia-noite, pois já foi feito no passado quando os líderes inteligentes tomaram acção, sob a pressão dos cidadãos bem-informados e envolvidos em torno do mundo”, concluindo que as pessoas têm a capacidade de desmascarar a desinformação das redes sociais e melhorar as expectativas dos seus filhos e netos, e que é agora o tempo de agir.

O mais longe que o relógio esteve da meia-noite foi em 1991, quando faltavam 17 minutos, mas anteriormente esteve também próximo, em 1953 quando os cientistas calcularam que apenas dois minutos separava o mundo da perdição devido aos testes nucleares conduzidos pelos Estados Unidos e a União Soviética.

Fonte: Sapo

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