Wi-Fi com um consumo 10 mil vezes inferior de energia

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Esta nova tecnologia que irá permitir a existência de valores inferiores de consumos energéticos, ainda não está a ser aplicada em produtos comercializados, mas os investigadores asseguram que já está pronta. O MIT considerou-a como sendo uma das tecnologias mais inovadoras do ano de 2016.

O Wi-Fi é uma tecnologia um pouco ingrata para a bateria de um smartphone, consumindo quando activo, níveis elevados de energia. No entanto, esta frase pode deixar de fazer sentido num futuro bastante próximo.

Nos Estados Unidos, uma equipa de engenheiros da Universidade de Washington, conseguiu desenvolver transmissores de Wi-Fi que funcionam tal como os que existem actualmente, mas com uma particularidade, estes transmissores usam cerca de 10.000 vezes menos energia.

Até à data, as experiências conduzidas com esta tecnologia, ainda não registaram velocidades de transmissão superiores a 11 megabits, mas ainda assim os investigadores asseguram que os transmissores estão prontos a funcionar em “contextos reais e com equipamentos reais”.

“Queríamos saber se conseguíamos chegar a um ponto em que os transmissores não usavam quase energia nenhuma”, afirmou Shyam Gollakota, um dos engenheiros envolvidos no projecto, acrescentando ainda que o objetivo foi praticamente alcançado e que está poderá ser (muito) em breve, uma realidade.

Os primeiros resultados já foram formalmente publicados e serão apresentados pela primeira vez em público no Simpósio do Design e Implementação de Sistemas Operacionais, no ano de 2017, durante o mês de Março.

Esta tecnologia ainda não foi analisada por uma entidade independente, mas o MIT já se pronunciou em relação a este projecto que considerou ser uma das tecnologias mais inovadoras do ano de 2016.

Na prática, a aplicação desta tecnologia pode ajudá-lo a manter a bateria do seu smartphone durante aproximadamente mais um dia do que o que seria habitual, falando apenas da utilização do Wi-Fi, mas, mais importante do que isso, será concretizar de forma mais sustentável, os contextos dominados por aparelhos conectados (IoT).

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