Valor recorde no negócio da cloud – Microsoft

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No passado dia 20, quinta-feira à noite, na apresentação trimestral de resultados, a Microsoft comunicou os aumentos das receitas nos vários produtos de cloud, levando à subida das acções para o valor mais alto de sempre em transacções após o horário de fecho dos mercados.

Ultrapassando assim o pico de 1999, a cotação superou a fasquia dos 60 dólares. Uma altura em que a Internet ainda não se tinha massificado, e os computadores pessoais ainda não viviam tempos dourados nem a Microsoft tinha um enorme negócio assente na venda de software como o Windows e o Office

Em contrário ao modelo de venda de cópias de software, em que existe apenas um pagamento, os serviços e produtos disponibilizados através da cloud são por norma pagos pelos consumidores e/ou empresas num modelo de assinatura. A Microsoft informou que as receitas anuais de todos estes serviços deverão ultrapassar os 13 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros). Estes resultados “mostram uma procura contínua pelos nossos serviços com base na cloud”, disse a directora financeira da empresa, Amy Hood. Por outro lado, a venda do Windows para os fabricantes de computadores poderem pré-instalar o sistema nos seus dispositivos estagnou, enquanto as receitas de videojogos caíram 5% (a Microsoft fabrica a consola Xbox).

As receitas de publicidade associadas ao motor de busca Bing cresceram aproximadamente 9% e já o negócio dos telemóveis (do qual a Microsoft essencialmente desistiu) caiu 72%. A empresa comunicou lucros de 4700 milhões de dólares nos meses de Julho, Agosto e Setembro (abaixo dos 4900 milhões do mesmo período de 2015) e o total das receitas foram de 20,5 mil milhões (ligeiramente acima dos 20,4 mil milhões de 2015).

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