Um olho azul no espaço

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Esta imagem da Nebulosa de Saturno a surgir na escuridão do espaço, divulgada esta semana, foi captada pelo Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO).

O Observatório Europeu do Sul (ESO) descreve esta imagem, como “uma série de bolhas de forma estranha, brilhando em tons de cor-de-rosa e azul”. As estranhas estruturas da Nebulosa Saturno, ou nebulosa planetária NGC 7009, assemelham-se a um olho azul e brilhante no céu escuro, tudo isto criado pela poeira. A imagem foi captada pelo instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer), montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), no âmbito de um estudo que mapeou, pela primeira vez, a poeira no interior duma nebulosa planetária.

“A Nebulosa Saturno situa-se a aproximadamente 5000 anos-luz de distância na constelação do Aquário. O seu nome deriva da sua estranha forma, que faz lembrar o planeta com anéis favorito de toda a gente, visto de perfil”, refere o comunicado do ESO. No entanto, avisa-se desde logo que as nebulosas planetárias nada têm a ver com planetas. Esta, por exemplo, era “uma estrela de pequena massa, que se expandiu para formar uma gigante vermelha no final da sua vida começando a libertar as suas camadas mais exteriores”.

Assim, a combinação de ventos estelares fortes e alguma radiação ultravioleta, fizeram aparecer uma nebulosa que ainda guarda no centro a estrela condenada, o ponto brilhante visível nesta imagem, que está no processo de se tornar uma anã branca. “A Nebulosa Saturno durará apenas algumas dezenas de milhares de anos antes de se expandir e arrefecer tanto que se tornará invisível para nós”.

O MUSE é um instrumento que está instalado num dos quatro Telescópios Principais do Very Large Telescope, no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Onde apenas vemos brilho e cor. Graças a este instrumento, revelou-se um mapa com estruturas intricadas na poeira, incluindo conchas, um halo e uma linha em forma de onda.

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