Um lago massivo por baixo do gelo Antárctico poderá ser o lar de formas de vida desconhecidas

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No início do ano, uma equipa de cientistas do Reino Unido descobriu provas da existência da maior rede de desfiladeiros escondida por baixo do gelo da Antárctica, e agora eles estão à beira de descobrir o que se esconde por baixo do continente menos explorado do mundo.

Ao apresentar as suas ultimas descoberto na European Geosciences Union em Viena, na Áustria na semana passada, Martin Siegert do Imperial College London disse que cientistas da China e dos Estados Unidos voaram por cima da região Antárctica e reuniram mais dados de radar da paisagem por baixo do gelo. Estes novos dados deverão nos dar uma imagem mais clara da rede de desfiladeiros massiva que a equipa suspeita que está por baixo da camada de gelo.

“Vamos nos reunir em Maio para analisar os dados”, Siegert disse a Andy Coghlan do New Scientist. “Seria um bom teste da nossa hipótese do lago e canais”.

Talvez o mais interessante acerca da pesquisa – se tudo se confirmar com os novos dados de radar – esta será a oportunidade de estudar formas de vida que poderão existir nos desfiladeiros sub-glaciais e no lago. Tais organismos, se existirem, poderem potencialmente estar isolados há milénios na sua fortaleza (ok, piscina) solitária.

O lago ligado à rede de desfiladeiros deverá medir aproximadamente 140 por 20 quilómetros – um tamanho considerável, mas nem de perto comparável ao Lago Vostok, o maior dos lagos sub-glaciais da Antárctica, medindo uns impressionantes 250 por 50 quilómetros.

Mas a localização desta nova descoberta, ao longo da costa oriental da Antárctica na Princess Elizabeth Land, poderá torna-a uma descoberta bastante mais prática e acessível para efeitos de exploração cientifica.

O lago sub-glacial está só a 100 quilómetros da estação de pesquisa mais próxima, o que, de acordo com Siegert, tornaria bastante mais simples as análises biológicas.

“É a última parte não-pesquisada da Antárctica, portanto são notícias bastante entusiasmantes, mas continuação a necessitar de confirmação”, disse ao New Scientist o glaciologista do Reino Unido Bryn Hubbard da University of Aberystwyth, que não fez parte da pesquisa.

[ScienceAlert]

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