Três projectos de ondas gravitacionais apresentados na China

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Cientistas chineses apresentaram três projectos independentes para investigar as ondas gravitacionais, revelou a imprensa estatal, dias após a descoberta americana que confirma as previsões centenárias de Einstein.

Responsáveis pela área Espacial disseram que tal pesquisa daria à China — que tem um programa espacial de vários biliões de dólares ambicioso gerido por militares que Pequim considera como símbolo do progresso do país — uma oportunidade de se tornar “líder mundial” no campo.

Ondas gravitacionais são evidência directa de ondulações no tecido do espaço-tempo e a sua primeira observação foi anunciada por cientistas dos Estados Unidos recentemente.

A Chinese Academy of Sciences (Academia Chinesa de Ciências (CAS)) lançou uma proposta para um projecto de detecção de ondas gravitacionais no espaço, informou a agência oficial de notícias Xinhua.

O programa proposto Taiji, nomeado com base no “derradeiro ultimato” da filosofia chinesa simbolizado pelo símbolo yin-yang, iria enviar satélites próprios ou compartilhar equipamentos com a iniciativa de eLISA da Agência Espacial Europeia.

Separadamente, a Sun Yat-sen University em Guangzhou também propôs lançar satélites ao espaço, enquanto o Instituto de física de altas energias na CAS sugeriu um esquema baseado em terra, sediado no Tibete.

Todos os três projectos ainda têm de obter aprovação do governo, informam também os meios de comunicação estatais.

Mas o físico chinês Hu Wenrui disse ao jornal People’s Daily, o porta-voz oficial do partido comunista: “Se lançarmos nossos próprios satélites, teremos uma chance de ser líder mundial” em pesquisa de ondas gravitacionais.

O sucesso “depende da resolução dos lideres e do investimento do país”, acrescentou.

Numa conta de meios de comunicação social verificada a Academia Chinesa de Ciências disse: "Se podermos participar nestes tipos de projectos tecnológicos extremamente precisos, em pouco tempo daremos um enorme impulso às indústrias transformadoras do nosso país”.

Recentemente, cientistas do Americano Large Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) disseram que tinham detectado ondas resultantes da colisão de dois buracos negros de há 1,3 biliões de anos atrás.

O director-executivo do laboratório saudou a descoberta como sendo comparável ao uso do telescópio por Galileu há quatro séculos que despoletou a era da astronomia moderna.

[PHYS.org]

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