Tratamento em testes para Alzheimer revela-se promissor

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A Doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras).

Esta deterioração tem como consequências alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas actividades de vida diária.

Um novo tratamento experimental para a doença de Alzheimer revelou-se promissor após terem sido realizados ensaios em alguns animais como ratos e macacos, segundo investigadores, que querem testá-lo posteriormente em humanos.

Este novo tratamento experimental para a doença de Alzheimer revela-se promissor após ensaios com sucesso em ratos e macacos, segundo os investigadores, que querem testá-lo em humanos, divulgou esta quarta-feira a revista científica Science Translational Medicine.

Nas fases iniciais, os sintomas da Doença de Alzheimer podem ser muito subtis, no entanto, começam frequentemente por lapsos de memória e dificuldade em encontrar as palavras certas para objectos do quotidiano. Estes sintomas agravam-se à medida que as células cerebrais vão morrendo e a comunicação entre estas fica alterada.

No processo deste tratamento foi usada uma molécula da “família” dos oligonucleótidos, que afectam as instruções genéticas que permitem produzir a proteína “tau”.

A molécula foi injectada no fluido cérebro-espinal de ratos e macacos de laboratório, possibilitando assim a redução da proteína “tau”, que nos doentes de Alzheimer se acumula de modo anormal no cérebro.

A proteína torna-se ainda tóxica quando se concentra sob a forma de filamentos que destroem progressivamente os neurónios (células cerebrais), atingindo assim a memória.

Os investigadores da universidade norte-americana Washington, em St. Louis, constataram que o novo tratamento pode não só reduzir a proteína ‘tau’, mas também reverter alguns dos danos neurológicos causados pelas agregações da proteína.

Para um dos autores do estudo, Timothy Miller, professor de neurologia, a molécula usada “tem um potencial terapêutico para os humanos”.

Os ensaios clínicos estão já a decorrer para testar a eficácia dos oligonucleótidos contra outras doenças neurológicas, como a de Huntington e a Esclerose Lateral Amiotrófica.

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