Trappist-1 é o planeta extra-solar com maior probabilidade de ter vida extraterrestre

0

Recentes dados sobre a atmosfera de um dos exoplanetas do sistema, Trappist-1, levam os cientistas a acreditar que é nele que podem encontrar vida extraterrestre. Só poderão, no entanto, vir a ter certezas dessa especulação por volta do ano de 2018, com a ajuda do novo telescópio da NASA.

Trappist-1, pode ter uma atmosfera que o envolve há milhões de milhões de anos e este é um dos planetas com o tamanho mais semelhante ao do planeta Terra de todos os que orbitam uma estrela vermelha da constelação de Aquário. Este sistema constituído por sete planetas, foi descoberto em Fevereiro deste ano de 2017. Trappist-1, tem uma temperatura e níveis de radiação ideais para permitir a existência de água no estado líquido à superfície e os novos dados recolhidos apontam para a existência de uma atmosfera em redor do planeta, todos estes factores fazem de Trappist-1g, a principal aposta dos cientistas para se encontrar vida extraterrestre.

No entanto, para se terem mais certezas sobre a existência dessa atmosfera, há que esperar pelo lançamento do Telescópio Espacial James Webb da NASA, previsto para o ano de 2018.

Tal como a vida complexa no planeta Terra depende da existência de uma atmosfera com uma quantidade exacta de determinados gases (como por exemplo o oxigénio ou o azoto) e que consiga persistir ao longo de milhões de anos, também a composição e o equilíbrio de uma atmosfera em Trappist-1g, é condição imprescindível para se encontrar vida extraterrestre neste mundo localizado a 39 anos-luz do Sistema Solar. Enquanto aguardam o lançamento do telescópio da NASA, os cientistas recorreram agora a modelos virtuais do sistema Trappist-1 para descobrir se existiam planetas em redor dessa estrela que teriam uma atmosfera pouco estável. Atentando aos ventos estelares (partículas altamente energéticas espalhadas pela estrela) e o seu efeito nos sete planetas da zona de habitabilidade, os cientistas conseguiram chegar a algumas conclusões.

Descobriram ainda que as atmosferas dos outros planetas da zona de habitabilidade de Trappist-1, não conseguem sobreviver aos ventos estelares porque são muito mais densos e velozes do que os provocados pelo Sol. Assim, o Trappist-1b, o primeiro dos planetas, é atingido por ventos estelares mil a dez mil vezes mais fortes que os que atingem o nosso planeta Terra. Alguns milhões de anos seriam suficientes para destruir as atmosferas dos primeiros planetas em redor da Trappist-1. O sexto exoplaneta, Trappist-1g, está suficientemente longe para manter uma atmosfera resistentes aos ventos estelares, mas suficientemente perto para ter uma temperatura amena que permita a existência de água em estado líquido à superfície (o sétimo planeta, Trappist-1f, é demasiado frio e também não suportaria vida, já está demasiado distante da estrela) sendo assim uma excepção.

Este estudo submetido na Biblioteca da Universidade Cornell, os cientistas explicam ainda que “os planetas exteriores do sistema Trappist-1, que devem manter as suas atmosferas por períodos mais longos, podem, portanto, suportar biosferas mais complexas”. No entanto, isso depende de muitos factores. Por exemplo, espera-se que as atmosferas dos planetas do sistema Trappist-1 sejam mais densas quanto mais longe estiverem da estrela, por isso é preciso entender se a atmosfera de Trappist-1g não é densa demais.

Comment