Transplante cardíaco realizado em Portugal distinguido com Prémio Nacional de Saúde

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O principal motivo para a atribuição deste prémio, foi o “pioneirismo da transplantação cardíaca” de João Queiroz e Melo, bem como os seus “serviços prestados no ensino e difusão de métodos avançados no tratamento da doença cardíaca”.

“A sua vasta obra no domínio da investigação e da cultura cardiológica nacional” algo que foi considerado pelo júri, composto por Walter Osswald, que presidiu, dos bastonários das ordens dos Médicos, dos Enfermeiros, dos Farmacêuticos, dos Médicos Dentistas, dos Psicólogos, dos Biólogos e também dos Nutricionistas.

Deste júri fez também parte o director do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e o director da Escola Nacional de Saúde Pública.

O Prémio Nacional de Saúde do Ministério da Saúde português visa distinguir todos os anos, “pela relevância e excelência no âmbito das ciências da saúde, nos seus aspectos de promoção, prevenção e prestação de cuidados de saúde, uma personalidade que tenha contribuído, inequivocamente, para a obtenção de ganhos em saúde ou para o prestígio das organizações de saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Em Janeiro do ano passado, 30 anos após o primeiro transplante cardíaco em Portugal, o cirurgião Queiroz e Melo afirmou à agência Lusa que este feito colocou a sua equipa no estrelato, mas também lhe trouxe ameaças de morte, isto numa altura em que a colheita de órgãos ainda era assunto de bastante controversa.

A doente Eva Pinto foi a seleccionada e recebeu o coração de um dador de Coimbra, cujo órgão chegou de helicóptero. O sucesso da operação, cuja duração foi de 4 horas, foi noticiado no telejornal da meia-noite e foi dessa forma que a tutela (a ministra da Saúde era Leonor Beleza) tomou conhecimento do feito.

João Queiroz e Melo recordou ainda que “a doente em causa era uma senhora de fé, de grande misticismo, acreditava muito na vida”.

Segundo a nota da DGS, João Queiroz e Melo realizou a especialidade de cirurgia cardio-torácica no Hospital de Santa Marta, com o Professor Machado Macedo (1979). Ainda durante este período esteve em Londres (Reino Unido), e Portland e Boston (EUA), afim de aprofundar a sua formação profissional.

Já em 2009, o cirurgião promoveu o início da implantação de válvulas percutâneas por via transpical e transfemural, tendo sido ele o criador e responsável do registo mundial da cirurgia da fibrilhação auricular.

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