Temporada de derretimento de gelo no Árctico terminou

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Graças às temperaturas amenas registadas no mês de Agosto, o derretimento de gelo atenuou significativamente.

A temporada de derretimento de gelo do Árctico terminou a 13 de Setembro, e foi agora dada como oficialmente terminada, segundo os resultados divulgados pelo Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC). Este ano, a área de gelo que restou foi apenas de 4,64 milhões de quilómetros quadrados (cerca de metade da área do Brasil), foi, este ano, a oitava área de gelo mais pequena registada desde 1979, quando se iniciaram as medições feitas por satélite.

Regra geral, todos os anos o gelo do Árctico aumenta ao longo das estações do Outono e do Inverno, diminuindo a partir dos meses de Março até Setembro, com a exposição solar e as temperaturas de Verão. No entanto, nas últimas décadas, a área mínima de gelo do Árctico tem vindo a diminuir, uma consequência do aquecimento global e das alterações climáticas.

Agora, segundo os dados do NSIDC, o valor deste ano está 1,58 milhões de quilómetros quadrados abaixo da média registada entre 1981 e 2010.

Ted Scambos, investigador do NSIDC, explicou que o derretimento do gelo do Árctico estava a seguir o caminho registado em anos anteriores, estando os investigadores a esperar que o derretimento atingisse níveis históricos comparáveis aos do ano de 2012, quando a área de gelo foi apenas de 3,39 milhões de quilómetros. Mas, as temperaturas mais amenas registadas no mês de Agosto contrariaram essa expectativa. “Os padrões meteorológicos de Agosto salvaram o dia”, afirmou o investigador ao jornal britânico, The Guardian.

A rápida velocidade do derretimento da área de gelo no Árctico tem grandes impactos ambientais no planeta, e já foi relacionado com cheias, ondas de calor e até invernos rigorosos já registados no continente europeu, asiático e no norte da América. “É inevitável que [o degelo]tenha impacto no clima”, disse Scambos.

Já o responsável de programas ambientais para as zonas polares do Fundo Mundial da Natureza (WWF), Rob Downie disse ao Guardian que “a perda de área gelada no Árctico é o sinal mais claro e visível das alterações climáticas”, pelas quais “os humanos estão a ser responsáveis”.

O responsável da WWF alertou ainda para o rápido aumento das temperaturas do globo, deixando um pedido de que fossem tomadas mais medidas para inverter a situação, como por exemplo a redução das emissões de carbono.

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