Telescópio Kepler chegou ao fim de vida

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Após nove anos, e muitas e importantes descobertas, o telescópio Kepler finalmente reformou-se da detecção de corpos celestiais, após ter encontrado mais de 2600 planetas fora do sistema solar, segundo revelou a NASA.

O fim da missão do conhecido telescópio, foi ditado pelo fim do seu combustível, impossibilitando assim novos avanços com recurso a este telescópio, segundo a agência espacial americana, o Kepler está numa órbita distante da Terra e não representa riscos para o nosso planeta.

Apesar de o telescópio ter chegado ao fim do seu ciclo de vida, ainda tem muitas contribuições para dar para enriquecer o nosso conhecimento espacial, uma vez que parte dos dados recolhidos pelo Kepler, não foram ainda analisados.

Sabendo os cientistas prematuramente que o aparelho estaria a esgotar as suas reservas de combustível, estes aproveitaram para utilizar todo o seu potencial, concluindo diversas campanhas de observação e descarregando atempadamente todos os dados recolhidos, para que toda a informação pudesse ser utilizada e analisada em detalhe.

Os últimos dados serão então cruzados com os do novo telescópio caçador de planetas, o TESS que foi lançado em Abril passado pela NASA, e este novo telescópio, ao contrário do Kepler que apenas procurava por planetas numa região determinada do espaço, irá observar e tentar detectar novos exoplanetas em todo o espaço.

Graças ao Kepler, ficámos a saber que 20 a 50 porcento das estrelas que podemos observar no céu, tem alta probabilidade de ter planetas em seu torno, ainda que eventualmente e de dimensões reduzidas, mas segundo a análise efectuada, parte destes corpos celestes são de composição rochosa, e orbitam na zona habitável.

Esperemos que o telescópio espacial TESS nos traga tantas alegrias científicas e curiosidades como o Kepler nos trouxe ao longo dos últimos 9 anos.

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