Técnica de diagnóstico já consegue detectar o cancro da próstata mais cedo

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Existe assim, mais uma possível arma no combate ao cancro da próstata. A biopsia prostática de fusão é uma nova técnica de diagnóstico deste cancro, esta tecnologia inovadora, combina as imagens obtidas com a ressonância magnética nuclear, com a imagem obtida por ecografia prostática em tempo real. “A técnica de fusão, assim lhe chamamos, permite detectar cancro com uma taxa muito superior à biopsia ‘standard’. Outra das particularidades é que também conseguimos caracterizar o tumor, permitindo-nos saber que tipo de tratamentos se poderão aplicar às lesões daqueles doentes”, assim explicou ao CM, o médico urologista João Magalhães Pina.

E o método é este, após sobrepostas as imagens, o urologista pica directamente as lesões suspeitas, que foram identificadas através da ressonância, e, de seguida, retira o fragmento, com a coordenada que a grelha fornece para análise. “Com a informação da grelha e olhando para o contorno da próstata, é possível delinear o local onde o tumor se encontra, saber se é só ali ou se há em mais algum sítio”, explicou o urologista. “Como a taxa de sucesso da detecção do tumor aumenta 15 a 25 por cento com esta técnica em relação à biopsia convencional, o Hospital de São José está a receber pacientes de todos os pontos do País”, acrescentou ainda João Magalhães Pina.

Foram surpreendentes as análises a Eurico Silva, de 62 anos, que fez o primeiro exame de diagnóstico da próstata no passado mês de Junho. Foi surpreendido com o resultado das análises sanguíneas, nas quais o nível de PSA estava elevado. Fez posteriormente uma biopsia cujo resultado foi “inconclusivo”.

“O Dr. João Magalhães Pina aconselhou-me a fazer este exame inovador. Disse-me que era mais esclarecedor “, disse ao CM, o paciente reformado. Eurico Silva já tem histórico de cancro da próstata na família, e vai conhecer os resultados do seu exame no mês de Dezembro.

“Técnica é feita com anestesia”, acrescentaram.

Esta nova técnica é realizada através da pele do períneo, que é uma zona limpa e a biopsia convencional é feita através da zona transrectal, uma zona com mais impurezas, o que acaba por aumentar a taxa de infecções no doente.

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