As tartarugas marinhas e o Sol para orientação

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A tartaruga-marinha, (Cheloniidae), inclui a família da ordem das tartarugas, sendo que todas as espécies pertencentes a esta família vivem no mar. O grupo é constituído por 6 géneros e 7 espécies, todas elas ameaçadas de extinção.

As tartarugas-marinhas habitam todos os mares e ainda zonas de água tropical e subtropical.

Alguns cientistas acham que as tartarugas marinhas utilizam o nascer do Sol para se orientarem e regressarem a casa, revelou um estudo, esta Quinta-Feira, feito pela Universidade James Cook, na Austrália.

É frequente que estes répteis, bem conhecidos pelas suas capacidades de orientação, que viajam grandes distâncias, fazendo-o inclusive por águas desconhecidas para regressar aos seus habitats naturais.

Segundo este estudo, divulgado no portal da universidade australiana, as tartarugas parecem ajustar a direcção dos seus percursos durante o amanhecer, utilizando assim a luz fornecida pelo Sol, bem como a orientação da mesma, para se guiarem nos seus percursos e viagens.

A equipa de cientistas que investiga este caso, já capturou 22 tartarugas marinhas e posteriormente transportou-as para outro lugar, cuja distância seria entre 8 e 28 quilómetros das suas ‘casas’, e seguiu o seu trajecto por meio de satélite.

Em média, os animais viajavam 8 horas e depois acabavam por parar e descansar durante cerca de 9 horas. De seguida, mudavam de direcção no final desta pausa para descansar, que geralmente acontecia durante as primeiras horas da manhã.

A investigação da Universidade James Cook sugere ainda uma nova explicação para o sentido de orientação das tartarugas marinhas, já que existem alguns indícios de que estes répteis se apoiam nas correntes marítimas, nos ventos e até nos sinais geomagnéticos (relativos ao magnetismo terrestre).

“Elas podem obter pistas importantes para direccionar os seus movimentos de curta distância durante o amanhecer, uma vez que se observou que as correcções significativas [do percurso]ocorrem neste momento do dia”, afirmou um dos autores do estudo, Takahiro Shimada, citado em comunicado da universidade.

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