Sucesso: Vacina contra a Malária Portuguesa

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Uma equipa Portuguesa desenvolveu uma vacina capaz de combater a Malária e já atingiu sucesso em testes. A malária, mata todos os anos cerca de 429 000 pessoas apenas em África, sendo que grande parte das vítimas são crianças, que são picadas pelo mosquito portador do parasita. Os países pobres são as regiões mais afectadas, devido à ausência de capacidade económica de financiamento de meios para combater a doença.

Felizmente existem pessoas com poder, que estão preocupadas com a situação e querem ajudar a erradicar este mal, a Bill and Melinda Gates Foundation, do bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft, é uma das que mais tem tentado ajudar a combater este mal, quer por atribuição de redes mosquiteiras e medicamentos, quer pela atribuição de milhares de dólares para o desenvolvimento de projectos que visem combater a doença.

Uma equipa do Instituto de Medicina Molecular (IMM), de Lisboa, liderada por Miguel Prudêncio, foi uma das contempladas com esta atribuição de fundos para a criação de uma vacina, e o trabalho que tem decorrido desde 2010, parece finalmente ter atingido o sucesso. Com o culminar de sete anos de testes em células e em animais, entre os quais primatas, a equipa de Prudêncio prepara-se para começar os ensaios da vacina PbVac, na Holanda, e com base nos resultados obtidos até agora, poderemos estar muito perto de uma solução definitiva para este mal.

Apesar de já existirem no mercado diversos projectos para o mesmo fim, todos apresentam uma eficácia muito limitada. A verdade é que o combate a uma infecção proliferada, é bastante diferente de tentar criar defesas para vírus ou bactérias, e uma vez que os parasitas são seres complexos, é muito complicado atingi-los pois eles têm uma enorme capacidade de evasão.

A doença começa numa primeira fase por se expandir no fígado, não apresentando quaisquer tipos de sinais visíveis externamente, e acaba por migrar para o sangue, altura em que a vitima começa a experienciar períodos de febre, tremores, e dores e cansaço extremos e generalizados.

Ao contrário da vacina actualmente existente no mercado que se baseia na utilização de pedaços do parasita para provocar uma reacção imunitária, uma abordagem segura, mas com uma taxa de sucesso abaixo dos trinta porcento, a nova vacina, utiliza uma abordagem inteligente e até revolucionária, utiliza um parasita que não afecta humanos, mas que produz as proteínas do parasita que o faz, eles conseguiram fazê-lo ao utilizar um parasita que infecta normalmente roedores, modificado geneticamente de forma a produzir proteínas características do parasita que ataca os humanos. Ou seja, o parasita não nos infecta nem tem nada que nos possa causar danos, mas disfarça-se com a mesma composição própria do parasita da malária, fazendo com o que o nosso organismo produza anticorpos para o combater.

Nos primeiros testes, 12 voluntários serão vacinados e posteriormente infectados pelo vírus da malária, sendo que nestes primeiros testes, a vacina será administrada através do parasita criado e das suas glândulas salivares, posteriormente será criada uma versão de injecção desta. Apenas seis pessoas receberão a vacina, as outras serão o grupo de controle, e serão monitorizados atentamente para poderem ser tratados aos primeiros sinais de infecção. Estamos no bom caminho!

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