A SpaceX anunciou que irá enviar uma nave espacial para Marte em 2018

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Na quarta-feira, a empresa de Elon Musk, a SpaceX anunciou no Twitter que planeia enviar uma nave espacial apra Marte em 2018.

A missão – a que a SpaceX chamou ‘Red Dragon’ (Dragão Vermelho) – irá envolver o envio da nave espacial Dragon 2 para recolher as amostras recolhidas pelo Mars rover da NASA e depois retorná-las à Terra.

A SpaceX tem tido grandes planos para criar uma nova era de foguetões reutilizáveis que poderão levar os primeiros humanos até Marte e levá-los de volta a casa. Em 2010, a SpaceX lançou um vídeo no qual mostrava como iria re-aterrar um foguetão depois de o terrem lançado para o espaço – algo que nunca havia sido feito antes. E em 2015, a SpaceX começou a tentar aterrar os foguetões exactamente que tinham demonstrado no vídeo.

Se vir as ultimas fotos e ilustrações na conta Flickr da SpaceX, verá algo que é ainda mais interessante o que um foguetão a aterrar na Terra: Uma nave espacial a aterrar em Marte. E a julgar pelas ilustrações, a SpaceX planeia aterrar em Marte utilizando um técnica super-simples que nunca foi utilizada antes.

Esta é a nave espacial Dragon da SpaceX, que não foi desenhada para transportar humanos, no Planeta Vermelho:

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Esta cápsula Dragon não tripulado tem estado a fazer viagens para a Estação Espacial desde 2010. Mas ir até Marte, que é 560 000 mais longe, a Dragon necessitará de ir num foguetão bastante mais poderoso do que o Falcon 9, que é o que a leva para a ISS (Estação Espacial Internacional).

Esse foguetão é o Falcon Heavy da SpaceX, ilustrado abaixo, que está agendado para descolar do Kennedy Space Centre pela primeira vez no próximo ano.

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Mas este foguetão monstruoso só irá levar o Dragon até um certo ponto. Chegar até Marte é simples quando comparado com a aterragem lá devido à atmosfera Marciana ser complicada de controlar.

A atmosfera Marciana é cerca de 1000 vezes menos espessa que a da Terra, portanto para-quedas simples não irão abrandar o veículo o suficiente para aterrá-lo com segurança.

Mas a atmosfera continua a ser densa o suficiente, para gerar uma grande quantidade de calor gerado pela fricção contra a nave espacial. Portanto, para aterrar em Marte temos de ter uma nave espacial com um escudo térmico que consigo aguentar 871 graus Celsius.

Por sorte, o escudo térmico da Dragon consegue protege-la até temperaturas de mais de 1649 graus Celsius, portanto ultrapassar a atmosfera de Marte, ilustrado abaixo, não deverá ser nada de muito complicado, no que diz respeito à temperatura.

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Mas continua a existir o problema do abrandamento. Apesar de a gravidade de Marte ser cerca de um terço da gravidade da Terra, o veículo continuará em queda livre em direcção ao solo a mais de 1609 quilómetros por hora depois de entrar na atmosfera de Marte. Se atingisse o solo a essa velocidade, teríamos um desastre.

A forma como a SpaceX planeia lidar com este problema é utilizar propulsores a bordo da nave espacial Dragon para primeiro mover a sua posição de vertical para horizontal, como ilustrado abaixo, e assim reduzindo a sua velocidade:

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E depois, à medida que a nave espacial continuasse a descer em direcção à superfície, irá accionar os seus propulsores uma vez mais para uma sua, aterragem vertical:

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Este tipo de aterragem nunca foi tentado antes, mas temos de admitir que a Dragon parecerá muito bem em Marte se realmente conseguir lá aterrar:

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O ultima grande aterragem em Marte foi a do Curiosity rover em 2012. Esta aterragem foi um grande sucesso, mas bastante complicada, e envolvendo meia dúzia de passos que, se não tivessem sido executados de forma perfeita, terminariam num desastre. A NASA chamou ao processo de aterragem “os 7 minutos de terror” devido a esse ser o tempo que levou para entrar na atmosfera e aterrar.

[ScienceAlert]

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