A sonda Juno já captou imagens de Júpiter

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Foram necessários 5 anos de espera até termos acesso as primeiras imagens de Júpiter. As imagens captadas pela sonda Juno, revelam um planeta complexo, com grandes ciclones, tempestades, radiações e um intenso campo magnético que vêm alterar a noção e o conhecimento que se tinha deste planeta.

A sonda da NASA, Juno, que se encontra na órbita de Júpiter, prova que o gigante gasoso tem um sistema meteorológico muito complexo. De todo o material recolhido, chegam relatórios de nuvens altas, “tão altas que algumas se viam de noite” relatam os cientistas da NASA, e de ciclones turbulentos que chegam a atingir os 1.400km, velocidade 10 vezes superior ao tamanho dos ciclones do planeta Terra.

A sonda analisou ainda o campo magnético do maior planeta do Sistema Solar, percebeu então que esta força de atracção é duas vezes superior à da Terra e é “mais forte num lugar e mais fraco noutros”. Este sistema meteorológico inconstante deve-se sobretudo a fluxos de amónio que, ao chocar, provocam perturbações climáticas.

Também se estudaram as auroras do planeta, os grandes espectáculos de luz nos pólos de Júpiter devem-se aos electrões que se deslocam até à atmosfera superior do planeta, onde, ao chocarem, potenciam esses mesmos fenómenos.

“O clima é dramático. O que pensávamos saber sobre Júpiter foi subestimado. Há mais variantes, mais pormenores e recursos cada vez que se olha mais perto”, afirmou Fran Benegal, físico espacial que se juntou a esta missão espacial há mais de dez anos.

O físico confessou ainda que estavam “todos entusiasmados quando as imagens chegaram. Há que ser paciente, mas os resultados são fantásticos”.


A sonda espacial foi lançada a dia 5 de Agosto de 2011 e foram necessários cinco anos até Juno entrar na órbita de Júpiter – a 4 de Julho de 2016. A partir dessa data, ficou em órbita nos pólos, sob fortes e intensas radiações do planeta. A cada 53 dias a nave passa perto de Júpiter e acelera sobre as suas nuvens. Em apenas 2 horas, a aeronave viaja de um ponto norte de Júpiter, vai até um pólo no Sul e regressa à posição inicial. Os dados recolhidos podem demorar quase dois dias até serem revelados.

O planeta Júpiter é um gigante gasoso constituído por hidrogénio e hélio e é 11 vezes maior do que a Terra. Todos os outros planetas, mas também asteróides e cometas, caberiam dentro dele.

A missão da sonda Juno procura construir o mapa do interior do planeta e o próximo desafio passa por tentar descobrir como é o núcleo interno do planeta.

A aproximação espacial seguinte desta sonda acontecerá a 11 de Julho deste ano.

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