O que é o Síndrome da Perna Inquieta?

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O Síndrome da Perna Inquieta é um problema caracterizado por sensações desagradáveis nas pernas acompanhadas por uma necessidade irresistível de mexer as pernas para aliviar estas sensações. Pessoas com o Síndrome da Perna Inquieta muitas vezes abanam ou movem constantemente as pernas enquanto estão sentadas. As sensações normalmente ocorrem durante a noite e é descrito por pacientes como coceira, latejar, pulsar e formigueiros ou uma sensação de arrepio estranha.

As sensações normalmente ocorrem, ou pioram, quando a pessoa está relaxada, sentada ou deitada. O Síndrome da Perna Inquieta normalmente afecta homens ou mulheres de qualquer idade, mas é mais comum em mulheres e pessoas idosas. Diagnósticos errados não são incomuns uma vez que os sintomas tendem a aparecer e desaparecer e ser moderados.

Causas

Em muitos casos de Síndrome da Perna Inquieta, a causa é desconhecida. No entanto, acredita-se que tem um elo genético uma vez que muitos daqueles que sofrem do síndrome têm familiares que também se queixam das mesmas sensações.

O Síndrome da Perna Inquieta já foi associado a algumas condições médicas como Parkinson, diabetes e neuropatia periférica (qualquer dano ou doença dos nervos que debilite a sensação, movimento ou o funcionamento de glândulas dependendo de que nervos são afectados).

Também pode ser encontrado naqueles com deficiência de ferro ou com problemas nos rins. Algumas mulheres sofram do síndrome durante a gravidez. As mulheres grávidas que sofrem do síndrome normalmente descobrem os sintomas no terceiro trimestre, e a desaparecerem cerca de quatro semanas depois de dar à luz.

A pesquisa demonstra que o Síndrome da Perna Inquieta provavelmente está ligado com uma disfunção de circuitos neurológicos dos gânglios basais (um grupo de estruturas na base do cérebro com ligações à área que controla o movimento), que utiliza a dopamina dos neurotransmissores. A dopamina é necessária para controlar a actividade muscular para um movimento suave e intencional, sendo que a interrupção dos trilhos da dopamina leva a movimentos involuntários. A doença de Parkinson também é uma desordem dos trilhos da dopamina dos gânglios basais e os doentes com Parkinson muitas vezes sofrem de Síndrome da Perna Inquieta.

Pessoas com falha de rins crónica, diabetes ou neuropatia periférica normalmente sentem um alivio do síndrome com o tratamento da condição subjacente.

Os sintomas do síndrome podem também piorar com certas medicações. Estas incluem medicações contra o enjoo, antipsicóticas, antidepressivas e algumas para a constipação ou alergias que contenham anti-histamínicos. A ingestão de álcool ou falta de sono de qualidade poderão também despertar a condição.

Diagnóstico

Não existe nenhum teste para o Síndrome da Perna Inquieta. Os quatro critérios abaixo são utilizados para diagnosticar a condição:

– sintomas pioram à noite e são mínimos durante a manhã
– existe uma forte necessidade de mexer o membro / membros afectado(s)
– sintomas aparecem quando tenta descansar ou relaxar
– sintomas são aliviados quando se mexe o membro afectado, e voltam quando o movimento pára.

As descrições dadas pelo paciente providenciam informação importante sobre quando e quão frequentemente os sintomas ocorrem, para que as causas possam ser reconhecidas e evitadas quando possível. O histórico familiar também ajuda a providenciar pistas sobre a causa dos sintomas e potenciais intervenções para tratamento.

Diagnosticar o Síndrome da Perna Inquieta em crianças pode ser muito complicado uma vez que é complicado para elas descrever os seus sintomas e onde e com que frequência acontecem. Isto leva muitas vezes a diagnósticos errados como dores de crescimento ou défice de atenção.

Tratamento e Prognóstico

Os médicos focam-se em aliviar os sintomas identificando as suas causas e aliviando os factores, e a presença ou ausência de sintomas no decorrer do dia. Muitas vezes os sintomas irão desaparecer com o tratamento de uma doença subjacente como os diabetes ou neuropatia periférica.

Fazer alterações ao seu estilo de vida poderá afectar sintomas leves ou moderados. Isto poderá incluir parar ou reduzir o seu consumo de cafeína, álcool ou tabaco.

Se os sintomas forem relacionados com uma deficiência na dieta de ferro, ácido fólico ou magnésio, os sintomas poderão ser tratados com ajustes à dieta ou suplementando a dieta com os suplementos apropriados. Isto poderá ser identificado através de uma análise sanguínea.

Quando os sintomas são mais severos ou associados a uma doença subjacente, é muito importante contactar o seu médico, que poderá direcciona-lo a um especialista.

Apesar de não existir qualquer cura para o Síndrome da Perna Inquieta, existem opções de terapia e controlo de sintomas para aumentar o período de sono de descanso. Os sintomas normalmente aumentam com a idade e o ritmo deste aumento varia largamente de acordo com a doença associada.

Algumas pessoas experienciam períodos de remissão, que poderão durar alguns dias ou meses. No entanto, normalmente os sintomas irão reaparecer.

É importante notar que um diagnostico de Síndrome da Perna Inquieta não indica nenhuma outra, mais grave, desordem como a doença de Parkinson.

[IFLScience]

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