Será que o infinito existe no mundo real?

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(Vídeo em Inglês)

Nós aprendemos sobre o conceito de infinito desde cedo na vida. É a melhor forma de bater os nossos amigos e família, até alguém nos ensinar a regra do ‘infinito mais um’, que é na verdade muito mais complicada do que aquilo que possa imaginar. Mas será que o infinito existe efectivamente na realidade, ou é apenas um daqueles conceitos matemáticos que existem meramente para beneficiar os matemáticos? Será o infinito real?

Como o vídeo do Explanimator acima, err, explica, o cenário do mundo real para o infinito é um pacote de batatas fritas infinito. Num pacote de batatas fritas normal, encontramos algumas que estão queimadas e crocantes. Vamos dizer que em um de cada 10 pacotes as batatas estão queimadas e crocantes, e vamos aplicar essa regra ao pacote de batatas infinito (que neste momento já odiamos devido ao facto de soar também e nunca irmos ter nenhum).

Portanto agora temos um número infinito de batatas, e uma em cada 10 estão queimadas. Se atirar umas quantas pelo chão, irá ver mais batatas normais do que queimadas.

Mas se começarmos a fazer pares – a primeira normal com a primeira queimada – porque é um pacote infinito, por cada batata normal, encontrará uma queimada. E isso não faz sentido, porque supostamente existe 10 vezes mais batatas normais, mas faz perfeito sentido, por causa do infinito.

Se o seu cérebro começa a doer quando considera tudo isto – bom. Quanto melhor o perceber, mais complicado parecerá.

Então se nunca ninguém viu ou mediu algo sequer aproximado ao infinito, como poderemos saber se realmente existem bases para a sua existência?

Bem, se existirem, poderíamos razoavelmente propor que existe um número infinito de algo (sim, como batatas fritas) que existe no Universo. Isto significaria que o Universo teria de ser infinito para suportar um número infinito de coisas, e apesar de não sabermos quão grande o Universo é na realidade, a parte que sabemos que existe tem um tamanho finito.

Muito bem, mas e se a coisa infinita fosse incrivelmente, e quase impossivelmente, pequena? “À medida que encolhemos, o infinito permite-nos encher o espaço como quisermos, o que significa que por cada dois ponto, poderemos sempre encontrar um novo ponto entre eles”, explica o vídeo acima. “Como que um elástico – portanto mesmo uma distância finita pode ter pontos infinitos no meio”.

Mas será que podemos realmente dividir o espaço infinitamente? Ou podemos aprofundar os seus blocos fundamentais de construção e chegar ao ponto mais pequeno possível, como os pixeis num ecrã?

Vou deixar o ultimo episódio do Explanimator vos explicar isso, e quando terminarem, vejam no vídeo abaixo como uma calculadora antiga perde a sua mente mecânica quando tenta dividir por zero. Nós somos iguais, calculadora antiga. Somos iguais…


(Vídeo em Inglês)

[ScienceAlert]

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