Será o ADHD uma Vantagem da Evolução?

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(Vídeo em Inglês)

ADHD (Défice de atenção e hiperactividade) é a doença psiquiátrica mais diagnosticada entre crianças e adolescentes hoje em dia, e apesar do nome sugerir que não é algo com que queira viver, a pesquisa demonstrou que o ADHD pode trazer alguns benefícios aos jovens. Poderá o ADHD ser uma vantagem evolucionária? O último episódio da AsapSCIENCE acima investigou a possibilidade.

Apesar dos estudos terem ligado a ingestão de bebidas alcoólicas e fumar durante a gravidez a alguns tipos de ADHD nas crianças, o maior factor de longe que determina se iremos nascer com ADHD são os nossos genes.

E não quaisquer genes – a maior parte dos genes associados ao ADHD estão ligados aos caminhos de recompensa do cérebro, por isso pessoas com ADHD acabam por ter menores níveis de dopamina nos receptores (também conhecida como a hormona do ‘bem-estar’). Isto significa que eles têm dificuldade em se sentir satisfeitos ou felizes com o que estão a fazer, por isso quando todos estão felizes por se sentarem calmamente a ler um livro, uma criança com ADHD poderá facilmente se entediar.

Vemos mais provas de como o ADHD afecta o cérebro de uma pessoa quando observamos a actividade cerebral através de uma máquina de fMRI (ressonância magnética funcional). Normalmente, quando o cérebro humano está a relaxar, iremos observar actividade na rede do modo padrão, e quando é altura de liga-lo novamente e processar coisas, a actividade rapidamente é transferida para a rede de foco nas tarefas para alcançar um melhor desempenho.

Estranhamente, em cérebros de pessoas com ADHD, este muito elegante processo de troca na funciona correctamente. Quando uma pessoa com ADHD tenta alternar do modo de descanso para empenhado, o cérebro dessa pessoa não saber que rede ligar, e então quando ela tenta se concentrar no trabalho, o fMRI demonstra actividade tanto na rede do modo padrão como na rede de foco nas tarefas. Não é o ideal.

Os cientistas também descobriram que a por causa das alterações estruturais no cérebro das pessoas com ADHD, elas também têm dificultada com o controlo da atenção, regulação das emoções, e inibição de resposta, explica o pessoal do AsapSCIENCE.

E estas são as más notícias… como poderia o ADHD ser uma vantagem para alguém? Estudos sugerem que no que toca aos nossos ancestrais, ter um pequeno desvio de atenção ou a tendência a nunca parar de nos mexermos foi sempre coincidente com maiores níveis de recursos recolhidos, o que significa um maior sucesso no jogo ‘reprodução e hereditariedade dos seus genes’.

Mas e agora? Ao observar os membros sedentários e nómadas da tribo Ariaal do Kenya, os pesquisadores descobriram que os nómadas que tinham um maior número de genes ligados ao ADHD eram melhores a caçar comida.

E no que toca às actividades criativas, os estudos também demonstraram que pessoas com ADHD tendem a ser mais criativas tanto em cenários de experiências controladas como em cenários de vida-real, porque os seus cérebros são mais susceptíveis ao aleatórios, pensamentos ‘out of the box’ (algo como fora da caixa utilizado no sentido de fora do comum).

E além disso, apesar do ADHD poder afectar a forma como as crianças se tentam integrar nas rotinas bastante estruturadas das escolas ou universidades, os estudos demonstram que na vida adulta, algumas carreiras são mais indicadas para pessoas com muita energia.

Veja o vídeo acima da AsapSCIENCE para descobrir que carreiras fornecem a pessoas com ADHD vantagens, e se estiver neste momento a batalhar para completar a escola com ADHD, lembre-se – daqui para a frente é sempre a subir.

[ScienceAlert]

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