Seis pessoas simulam voo à Lua, na Rússia

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A experiência faz parte do programa SIRIUS (Scientific International Research In Unique Terrestrial Station), realizado em cooperação com a NASA, e realizou-se na Rússia.

Foram três mulheres e três homens, que ficarão confinados durante 17 dias, a começar a 7 de Novembro, num módulo especial, em Moscovo, na Rússia, para realizarem uma experiência de simulação de um voo à Lua.

Esta experiência faz parte do programa SIRIUS (Scientific International Research In Unique Terrestrial Station), e é realizado em cooperação com a NASA, com a duração prevista de cinco anos.

“Antes pretendia-se conquistar o espaço, agora trata-se mais de aprender a viver e a trabalhar no espaço”, explicou à AFP Oleg Orlov, o director do Instituto de Problemas Médicos e Biológicos de Moscovo, que lidera o projecto.

Os 17 dias desta primeira etapa “representam o tempo necessário para voar à Lua, dar uma volta à órbita lunar, e retornar ao planeta Terra”, assim explicou Orlov.

Já para as etapas seguintes, estão previstas experiências de isolamento similares de 4, 8 e 12 meses.

O SIRIUS procura, principalmente, elaborar um sistema de assistência médica para os voos interplanetários, estudando dessa forma tanto os aspectos psicológicos da equipa em isolamento, como os fisiológicos (por exemplo, a mudança do ritmo cardíaco).

“Um dos principais problemas médicos a bordo de uma nave espacial é sua autonomia absoluta. É necessário que aprendam a lidar sozinhos com a situação”, explicou Orlov, recordando que os sinais enviados do espaço costumam chegar com algum atraso à Terra.

Outra questão que será estudada cuidadosamente, é de no módulo em que estão confinados os seis participantes, de 250 metros cúbicos, estar mais de um sexo.

“É a primeira vez na história russa e soviética que uma equipa ‘espacial’ inclui mais de uma mulher”, declarou à AFP um psicólogo que participa no projecto, Vadim Gushchin, do Instituto de Problemas Médicos e Biológicos de Moscovo.

As três mulheres, nomeadamente a cosmonauta Anna Kikina (de 33 anos) e as investigadoras de psicologia Elena Luchitskaya (de 37 anos) e Natalia Lysova (de 27 anos), acompanham três homens, nomeadamente o cosmonauta Mark Serov, o engenheiro alemão de origem russa Viktor Fetter e ainda o médico Ilia Rukavishnikov.

“Com esta equipa mista vamos estudar o que acontece quando se aumenta o número de mulheres”, explicou Gushchin.

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