A resposta à dor das queimaduras pode estar no veneno das tarântulas

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Esta descoberta foi feita recentemente por investigadores e pode ajudar a melhorar tratamentos contra a dor provocada pelas queimaduras.

Foi uma equipa internacional de investigadores, a responsável pela descoberta que demonstrou que uma das toxinas presentes no veneno das tarântulas, desactiva por completo o canal que é utilizado pelos neurónios afim de poder transmitir a dor ao cérebro. Esta descoberta ajudará a melhorar os tratamentos contra a dor causada pelas queimaduras, sendo que a dor, é o aviso realizado que nos indica que no nosso corpo, algo não está bem.

O corpo humano está repleto de terminações nervosas especializadas em transmitir a dor (nocicetores) que, ao detectarem um golpe, corte ou queimadura, se activam e enviam essa informação por forma de impulso eléctrico até à espinal medula. Uma vez na medula, um segundo neurónio interpreta toda essa informação recebida e reenvia-a ao cérebro, onde se traduz em dor, que sentimos.

“Se pudermos modificar ou refrear a primeira conexão entre os nocicetores e a espinal medula, a informação não chega ao cérebro e, portanto, não haveria sensação de dor”, assim explicou à agência Efe José Vicente Torres, o primeiro autor deste estudo desenvolvido na Imperial College London.

Toda esta investigação, que acaba de ser publicada no Jornal de Medicina Molecular, centrou-se na dor provocada pelas queimaduras porque é “uma dor extremamente intensa e duradoura”.

Estes animais, as tarântulas, caracterizam-se por terem pernas longas com duas garras na ponta, e um corpo revestido de cerdas. Elas habitam nas regiões temperadas e tropicais das Américas, Ásia, África e Oriente Médio. O seu veneno não é letal para os humanos, e já se tem vindo a provar cientificamente que pode, inclusive, tal como se comprova com esta descoberta, fornecer resultados bastante benéficos para o desenvolvimento de remédios e químicos alternativos no tratamento a doenças nos seres humanos.

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