Resistência Tesla Modificada Faz Com Que Nanotubos se Integrem em Conexões

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O Electromagnetismo tem fascinado e fascinado as pessoas ao longo de centenas de anos. Trouxe luz às nossas noites, e permitiu o desenvolvimento do mundo. Pareceria magia para uma pessoa que vivesse há 200 anos atrás e, acima disso tudo, agora temos outro truque na nossa manga: construir estruturas à distância.

Os pesquisadores da Rice University no Texas utilizaram o forte campo eléctrico emitido por uma resistência Tesla redesenhada para integrar nanotubos de carbono (moléculas cilíndricas de carbono) em longas conexões. O fantástico processo junta as cargas positivas e negativas dos nanotubos, forçando-as a juntar-se em ‘correntes’. Os pesquisadores chamam a este fenómeno Teslaphoresis.

“Os campos eléctricos já foram utilizados para mover pequenos objectos, mas apenas em distâncias ultra-curtas”, disse numa declaração, Paul Cherukuri, líder da equipa de pesquisadores. “Com a Teslaphoresis, temos a capacidade de escalar massivamente os campos de força para mover matéria remotamente”.

A Resistência Tesla foi desenhada em 1891 por Nikola Tesla como forma de transmitir energia sem-fios, e os pesquisadores utilizaram esta propriedade em conjunto com a Teslaphoresis para criar circuitos de auto assemblagem. Numa experiência, os nanotubos formaram um circuito eléctrico com dois LEDs, estruturados de forma a que pudessem absorver a energia de uma resistência Tesla e utiliza-la para iluminar os LEDs.

“É tão espectacular observar estes nanotubos a ganharem vida e se unirem entre si para criar conexões na outra ponta da sala”, acrescentou Cherukuri. Os resultados foram apresentados num documento publicado na ACS Nano.

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A principal autora Lindsey Bornhoeft descreveu que apesar de os nanotubos terem sido utilizados para este fim, a Teslaphoresis poderá potencialmente ser utilizada para muitos outros materiais diferentes.

“Estas conexões de nanotubos crescem e agem como nervos, e o controlo da assemblagem dos nano-materiais poderá ser utilizada como uma base para aplicações em medicina regenerativa”, disse ele.

E os pesquisadores também pensam que poderão existir muitas mais aplicações para estes “campos de força”, permitindo que a matéria, tanto em sistemas biológicos como artificiais possa ser controlada.

“E mais interessante ainda é quantas bases fundamentais da física e da química temos estado a descobrir à medida que avançamos. Isto realmente é o primeiro capítulo de uma história fantástica”, disse Cherukuri.


(Vídeo em Inglês)

[IFLScience]

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