Relógios do sistema de navegação Galileo falharam

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Segundo informação libertada pela ESA, 9 dos relógios a bordo dos 18 satélites do sistema de navegação europeu Galileo falharam, informação dada pela Agência Espacial Europeia (ESA), que assegurou ainda que a operacionalidade do projecto, a versão europeia do GPS, não foi afectada.

A Agência libertou essa informação esta Quarta-Feira, dia 18 de Janeiro. A Agência Espacial Europeia (ESA), assegurou ainda que a operacionalidade do projecto, a versão europeia do GPS, não foi afectada, segundo o director-geral da ESA, Jan Woerner, explicou que se avariaram 6 relógios ‘maser’ passivos de hidrogénio e outros 3 ‘standard’ de frequência atómica de rubídio, cujos erros estão a ser investigados de momento.

Cada um destes satélites está equipado com 2 relógios ‘maser’ de hidrogénio passivos – um que serve de referência principal para gerar sinais de navegação e outro que é utilizado como reserva – e com outros 2 de frequência atómica de rubídio, que servem de apoio aos primeiros em caso de falhas, para que exista sempre um operacional. “É um tema sensível”, admitiu Woerner, que destacou ainda a importância desses relógios para o bom funcionamento do sistema, adiantando que não sabe ainda se será possível recupera-los.

O director-geral da ESA salientou ainda que, apesar de a operacionalidade do sistema Galileo não ter sido posta em causa, “se estas falhas começam a ser sistemáticas é preciso ter cuidado”. A ESA, disse, segundo o responsável, que está a estudar se cancela a colocação em órbita de novos satélites até ter uma explicação para o problema ou se mantém os lançamentos, o que supõe a colocação nos satélites de um maior número de relógios tanto activos como de reserva.

A ESA explica na sua página da internet que “conceptualmente” os utilizadores do Galileo determinam a sua posição mediante a medição do tempo que demoram a chegar a eles as ondas de rádio transmitidas pelos satélites, pelo que a precisão dessa medição é importante. Woerner admitiu ainda que desconhece as causas da falha, mas insistiu que o sistema de substitutos permitiu que todos os satélites estejam ainda em funcionamento.

Actualmente com 18 satélites, todos eles já em órbita, o Galileo deverá contar até ao ano de 2020 com uma “constelação” de 30 satélites, estando previsto o lançamento dos restantes 12 ao longo dos próximos anos, e só então o sistema de navegação europeu – pensado no ano de 2001 para pôr fim à dependência do sistema norte-americano GPS (de origem militar) — deverá atingir a sua plena capacidade operacional.

Para além do Galileo e do GPS, a navegação global por satélite conta também com o sistema russo Glonass e com o chinês Beidou. Mas quando surgiu, no ano de 2011, a Galileo gabava-se de ser a mais precisa e mais segura do mercado, contava ter um enxame de 30 satélites em operação até 2020, mas para já esses planos podem estar comprometidos.

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