Rapaz Australiano consegue ver sem região do cérebro dedicada à visão

0

Foi descoberto na Austrália um caso que está a deixar os médicos perplexos, o caso de um rapaz que consegue ver suficientemente bem para reconhecer caras, mas que tem em falta grande parte da região do córtex responsável pela visão. O rapaz de sete anos, sofreu danos cerebrais bastante significativos, que segundo os médicos, deveriam tê-lo deixado sem capacidade de visão, e em vez disso, este apenas tem alguma falta de visão.

Foi durante uma conferência de neurociência em Sidney durante esta semana, com pesquisadores do Instituto Australiano de Medicina Regenerativa da Monash University, que estes apresentaram o caso em questão.

Quando tinha apenas duas semanas de vida, o rapaz sofreu de uma lesão do lobo occipital bilateral, bastante significativa no córtex da visão, que é a região do cérebro responsável por interpretar a informação da retina e converte-la em imagens. Sendo mais concretos, no fundo a retina envia mensagens através do nervo óptico para uma zona do tálamo conhecida com pulvinar inferior, que ajuda a controlar e focar os olhos com base nos objectos presentes no campo de visão.

O rapaz sofre de uma condição que impede que os tecidos consigam converter gordura em energia, e como resultado, sofreu uma lesão na área visual do córtex conhecida com V1, o que segundo os conhecimentos dos médicos, deveria ter interferido com o processo de converter a informação da retina, numa imagem coerente, mas tal não aconteceu.

Normalmente as lesões na V1 criam um tipo de cegueira caracterizada pelo facto de os olhos verem, mas não terem consciência desse acto mas, no entanto, continuam a reagir a estímulos visuais e a ter a capacidade de detectar movimentos, comprovando que o individuo não está simplesmente a adivinhar.

Os médicos acreditam que o caso deste rapaz é tão singular, a ponto de ele conseguir gerar as imagens, devido a esta lesão se ter manifestado quando este era ainda um recém-nascido, dando assim possibilidade ao cérebro de se adaptar, e utilizar uma diferente região do cérebro para gerar imagens através da informação visual.

Leave A Reply