Portugal cria exoesqueleto para ajudar pessoas de locomoção reduzida

0

Investigadores do INEGI no Porto em Portugal, criaram um exoesqueleto para tomar o lugar das muletas e andarilhos, a fim de não só diminuir o esforço físico, como também aumentar a capacidade de locomoção para pessoas de mobilidade reduzida.

O projecto MechALife, liderado por Daniel Pina, e desenvolvido pelo INEGI, o Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Gestão Industrial, começou a ser desenvolvido no início deste ano, por três equipas distintas deste instituto, que faz parte da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP,) e pretende que este exoesqueleto para os membros exteriores, permita a pessoas de mais idade ou com dificuldades na locomoção, a uma mais célere deslocação.

Este exoesqueleto, começa nos pés e termina na cintura, e auxilia a locomoção dos membros inferiores do corpo, e apesar de não ser um equipamento leve, este tem a capacidade de suportar o seu próprio peso, sendo composto por motores eléctricos, que garantem a autonomia de movimento constante, durante um período de utilização contínua de até cinco horas.

Apesar de autonomia não ser muito grande, Daniel Pina acredita que seja mais que suficiente para que os seus utilizadores possam usufruir deste durante o decorrer do dia, muito devido ao facto de este não consumir energia enquanto em stand-by, e carregarem o equipamento durante o período nocturno.

As equipas envolvidas neste desenvolvimento, têm contado com o constante auxílio e aconselhamento de profissionais de saúde das áreas de medicina de reabilitação e ortopedia, estando neste momento a terminar um protótipo à escala real, contando criar protótipos completamente funcionais no decorrer dos próximos dois anos.

Daniel Pina, acredita que para além de ajudar as pessoas de mais idade no seu dia-a-dia, ao pouparem energia, poderão viver mais tempo e em melhores condicionais e com maior independência, uma vez que ao contrário do andarilho e das muletas, este exoesqueleto, deixa os membros superiores do seu utilizador livres para qualquer função, por mais simples que seja, como por exemplo, transportar um tabuleiro de comida, ou segurar um copo de água.

O projecto MechALife, foi em Setembro passado, galardoado com um prémio no valor de 10 mil euros atribuído pelo Programa BIP Proof, e conta com o inestimável apoio da Fundação Amadeu Dias.

Comment