A população mundial de girafas reduziu 40% em trinta anos

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A população mundial de girafas reduziu os seus números para perto dos 40% em trinta anos e passou assim a ser, uma espécie “vulnerável” na classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), anunciou a mesma organização na passada Quarta-Feira.

Esta diminuição dramática na população mundial de girafas, que está entre os 36 e os 40 por cento, entre os anos de 1985 e 2015, segundo um relatório feito pela IUCN e publicado esta semana, no âmbito da Conferência das Partes do Convénio Sobre Diversidade Biológica (COP13), que decorre no México.

No ano de 2015 haviam 97.562 girafas no mundo, segundo lê o mesmo documento.

As girafas vivem na África meridional e oriental, e há também populações isoladas (mais pequenas) na África ocidental e central.

Entre as causas para a diminuição do número de animais, segundo a IUCN, está o aumento da presença humana nos seus habitats naturais, a caça ilegal, a expansão da agricultura e da actividade mineira, entre muitas outras.

Julian Fennessy, da IUCN, explicou que as girafas são presença habitual em safaris, meios de comunicação social ou jardins zoológicos e por isso, não há consciência da sua extinção silenciosa, no seu território natural.

A IUCN foi fundada em 1948 e integra 1.300 organizações e cerca de 16 mil peritos.

O relatório de Quarta-Feira destaca ainda os perigos que as aves também enfrentam, devido à agricultura não sustentável, ao corte de árvores, a espécies invasoras ou ao seu comércio ilegal.

Segundo a IUCN, existem muitas espécies de aves a caminho da extinção, incluindo algumas das espécies mais populares no mundo, é o caso do papagaio Psittacus erithacus, conhecido por reproduzir palavras e que em certas zonas de África já perdeu 99% da sua população.

Já a armadilha para o comércio do animal de estimação, conduziu números mais baixos, a lista também constatou que cerca de 11 por cento de mais de 700 outras espécies de aves recentemente avaliadas, estavam em risco de extinção, como o carriço de Antioquia na Colômbia, que está sob ameaça de uma represa hidroelétrica.

Num futuro muito próximo, a continuação da seca e das mudanças climáticas serão sempre fatores agravantes.

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