Podem haver pistas sobre a origem da vida na Terra, em Marte

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A NASA descobriu recentemente vestígios da existência de um mar em Marte, há 3,7 milhões de anos, que pode conter a resposta para um dos grandes mistérios do nosso planeta: o da origem da vida.

A verdade é que ninguém sabe ao certo quais são as origens da vida no planeta Terra, nem tão pouco o ambiente em que este se formou. No entanto, a NASA descobriu vestígios da existência de um lago gigante no sul de Marte, que podem conter pistas sobre a origem da vida na Terra. E esta sabe-se ter aparecido há cerca de 4 mil milhões de anos.

A NASA encontrou depósitos de minerais debaixo da bacia da Eridania, que levam a acreditar que está terá tido um lago gigante há cerca de 3,7 mil milhões de anos. Estes depósitos terão então resultado de actividade vulcânica que aquecia a água parada. Segundo Paul Niles, geologista planetário da NASA e co-autor do estudo do local, este pode esclarecer o “tipo de ambiente onde a vida pode ter começado na Terra”.

Ainda numa notícia publicada no site da NASA, Niles afirmou que, a “actividade vulcânica combinada com a água parada providenciou condições que provavelmente eram semelhantes a condições existentes na Terra por volta da mesma altura”. E foi nessa altura, disse o geologista, que a vida “estava a evoluir” no nosso planeta.

Mas isto não querer dizer que alguma vez se vá descobrir se Marte teve de facto vida, mas o achado pode dar pistas essenciais no que toca a compreender em que ambiente surgiu a vida na Terra. Uma vez que as provas mais antigas de vida no nosso planeta foram encontradas em depósitos com características semelhantes.

Ainda segundo Niles, o lago, que terá tido um tamanho 10 vezes superior do que todos os Grandes Lagos da América do Norte, era “profundo” e de “longa vida”, um “ambiente hidrotermal” como os da Terra e semelhante a ambientes onde seria possível encontrar vida noutros planetas. “Vida que não precisa de uma boa atmosfera ou de uma superfície temperada, mas apenas rochas, calor e água”, afirmou o norte-americano.

O estudo, da coautoria de Paul Niles e Joseph Michalski, vem assim expandi o leque de diversidade de ambientes húmidos em Marte. Agora já seco e sem actividade vulcânica, o antigo mar da Eridania tinha uma área cúbica de 210 mil quilómetros.

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