Piscina romana em Alcácer do Sal

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No ano de 2007, os arqueólogos que exploravam a área de Alcácer do Sal, descobriram uma piscina romana, no entanto, só este mês se ficaram a conhecer as suas dimensões.

Uma das extremidades da piscina romana, pertencentes à Estação Arqueológica de Santa Catarina de Sítimos, em Alcácer do Sal, foi agora descoberta por arqueólogos, que permitiram assim, se conhecer a sua real dimensão e atribuir-lhe “uma importância muito maior” tão bem como à “villa” onde esta está localizada.

“A piscina já tinha sido identificada” durante as escavações realizadas em 2007, mas só esta semana, “foi possível ficar a conhecer as suas dimensões”, afirmou Rita Balona, arqueóloga da câmara municipal, na passada Quinta-Feira à agência Lusa.

Esta parte da piscina foi encontrada no âmbito de uma sondagem arqueológica do Gabinete de Arqueologia da Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, aquando das obras de remodelação da rede de águas da localidade de Santa Catarina.

“Os muros já tinham 12 metros de comprimento, mas não sabíamos onde terminavam, porque enfiavam-se debaixo de um passeio. Agora, devido à nova rede de abastecimento de água, abrimos uma sondagem nesse passeio, para ver o que lá estava debaixo, e foi mesmo um ‘tiro certeiro'”, explicou Rita Balona.

Estes trabalhos permitiram encontrar, a cerca de 60 centímetros de profundidade, um dos cantos da piscina, que tem 20 metros de comprimento por 8,30 metros de largura.

“Está em muito bom estado de conservação, não há rachas e até tem umas escadas com seis degraus”, explicou a arqueóloga, realçando que, conhecida a dimensão, “vai dar para comparar esta piscina com outras da mesma época encontradas no país”.

Mas Rita Balona também indicou, já que a estrutura de Santa Catarina de Sítimos é “bastante grande”, o que evidencia a importância que a “villa” tinha na época romana, ou seja, “Quanto maiores as piscinas, mais importantes eram as ‘villas’ romanas.

Quando são tanques ou termas mais pequenas é sinal de que a população era mais pequena. A de Santa Catarina é uma das maiores e isso permite-nos atribuir uma importância muito maior à ‘villa'”, acrescentou.

Essa importância está também ligada ao facto de já terem sido lá encontrados um possível santuário pagão, onde foi descoberta uma lucerna com Vénus, e ainda uma zona de produção, com tanques para azeite e vinho.

“À superfície, também já encontrámos muito material, assim como uma coluna e um relógio de sol. E temos a certeza de que haverá muitas casas, mas ainda não efectuámos escavações nessa zona”, explicou.

O achado mais recente, relacionado com a piscina, vai agora ser analisado por um técnico da Direcção Regional de Cultura do Alentejo e segundo Rita Balona, deverá ser “protegido com uma manta de geo-têxtil e areia”, para que possam prosseguir as obras da passagem da conduta de água, motivo inicial para a escavação naquela área.

Identificada em 1977, devido ao alargamento de uma rua na aldeia de Santa Catarina, a Estação Arqueológica, datada dos séculos I antes de Cristo (a.C.) a VI depois de Cristo (d. C), já foi alvo de escavações arqueológicas em 1986 e em 2006/2007.

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