Este Pequeno Dispositivo é 12 vezes mais Eficiente a Tratar Cancro do Pâncreas

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Em pequeno, e implantável dispositivo poderá transformar o tratamento do cancro do pâncreas, com os pesquisadores a anunciarem que nos testes efectuados em ratos, o filme fino foi 12 vezes mais eficiente do que os tratamentos de quimioterapia padrão, que normalmente envolvem a injecção intravenosa de medicamentos.

Parte do problema em atingir o cancro do pâncreas é a dificuldade que existe em fazer chegar os medicamentos da quimioterapia ao pâncreas, que está localizado bem dentro do abdómen. Uma melhor hipótese de tratamento poderá ter um grande impacto – o cancro do pâncreas é a terceira maior causa de morte relativa ao cancro nos Estados Unidos.

Uma equipa do MIT tem estado a desenvolver uma tecnologia nos últimos três anos, baseando-a num polímero flexível chamada PLGA, que já é bastante utilizado como meio de transporte de medicamentos e muitas outras aplicações médicas.

O filme é enrolado sob a forma de um estreito tubo e injectado via cateter – um processo relativamente simples – ponto em que, se desenrola e se adapta a forma do tumor que irá combater. Os medicamentos incorporados são então libertados gradualmente durante um período predeterminado de tempo.

De forma inteligente, o dispositivo só liberta medicamento no lado em contacto com o tumor, o que significa que os efeitos para os órgãos em redor são mínimos.
Em grupos de ratos que tinham tumores pancreáticos humanos, o crescimento do tumor abrando ou mesmo encolheu depois do novo dispositivo ter sido aplicado. O mais interessante, a quantidade de tecido necrótico aumentou – célula mortas de cancro que são mais facilmente removidas através de cirurgia – e as metástases (crescimento secundário de tumores) em órgãos próximos foram reduzidas.

“Podemos implantar este dispositivo para alcançar uma libertação localizada para controlar a progressão do tumor e potencialmente encolher [o tumor]até um tamanho que permita ao cirurgião remove-lo”, disse um dos membros da equipa, Laura Indolfi.

“Esta combinação de libertação, localização, programada e controlada, em conjunto com a utilização judiciosa de compostos críticos, podem enfrentar os problemas vitais que o cancro do pâncreas providenciou como obstáculos à terapia farmacológica”, acrescentou a sua colega, Elazer Edelman.

Não é a penas a localização do pâncreas que torna o combate deste tipo de cancro complicado: os tumores pancreáticos têm poucos vasos sanguíneos e na maior parte dos casos estão rodeados por uma densa, camada fibrosa, o que dificulta a entrada de medicamentos.

Claro que, sucesso em experiências com ratos é uma coisa, mas teremos de ver resultados em testes a humanos para podermos ficar esperançosos.

Como a Fast.Co reportou, é necessária a aprovação por parta de US Food and Drug Administration para poder seguir em frente apesar de dever ser relativamente simples, uma vez que o tipo de medicamentos em causa já se encontra em utilização – mas mesmo assim, poderá levar cinco anos antes deste tipo de tratamento estar disponível para os pacientes.

[ScienceAlert]

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