Pensos tecnológicos para poupar tempo

0

Os cientistas dizem que os pensos tecnológicos que podem detectar como está a correr o processo de cicatrização da ferida e reporta-lo directamente ao médico, irão iniciar testes algures no próximo ano. Os pensos têm pequenos sensores incorporados que conseguem analisar o processo de cicatrização, verificar a existência de infecções, e enviar os dados de volta para um processo de recuperação mais eficiente e rápido.

De acordo a Swansea University, os pensos irão começar a ser testados dentro de 12 meses, e esta nova tecnologia, poderá oferecer um tratamento personalizado, fazendo com que sejam necessárias menos viagens ao médico, e informando o médico acerca de qualquer infecção, para que ele possa agir de forma mais eficiente e travar a infecção mais rapidamente.

“A nanotecnologia permite-nos produzir sensores de dimensões tão reduzidas, que eles se tornam mesmo muito pequenos”, disse o Professor Marc Clement, do Institute of Life Science, em Swansea.

O próximo objectivo é produzir estes pensos, a baixo custo de forma a serem baratos e a preço suportável pelo sistema de saúde. A questão é qual será a forma mais eficiente de produzir estes dispositivos, e claramente a técnica por impressão, parece ser o melhor método.

“Isto é um processo multi-tecnologia, com nanotecnologia, nano-electrónica, impressão e uma camada bioquímica todas a comunicaram através de uma infra-estrutura 5G para permitir que o nosso amanhã e futuro sejam melhores em termos de cuidados de saúde, e que o cuidar das feridas seja mais eficiente, e ofereça uma melhor qualidade de vida”.

O dispositivo irá também conectar com o smartphone do paciente, e informa-lo de quaisquer riscos que possam existir, que possam influenciar a cicatrização da ferida, tais como a inactividade ou uma alimentação deficiente.

“Combinamos toda esta informação de forma a que o clínico saiba como está a correr o processo de uma determinada ferida a dada altura e possa então utilizar o melhor protocolo de tratamento para o individuo e ferida em questão”, disso o Professor Clement à BBC.

“A consulta de rotina é normalmente o momento onde o clínico está com o paciente e lhe prescreve o método de tratamento para um ou três meses. O que o futuro trará será um mundo no qual existe a possibilidade de variar o tratamento do individuo, o estilo de vida e rotina”, acrescentou.

Portanto, vamos aguardar, e esperar que este seja apenas um pequeno passa na caminhada para uma mais eficiente e segura forma de estarmos saudáveis.

Comment