Pendente de jade pode reescrever História Maia

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Um pendente de jade Maia encontrado algures em 2015, que descreve a história do seu próprio rei, poderá agora reescrever a história Maia. O enorme pendente, foi agora traduzido e de acordo com os resultados, é ainda mais intrigante do que o pensado quando foi encontrado, e poderá mesmo reescrever nossa compreensão da história Maia.

O artefacto, é um pendente de jade em forma de T, que era utilizado pelo rei durante as cerimónias religiosas maias, mede 19 centímetros de largura, por 10 cm de altura, e tem uma espessura de 0,8 cm, tornando-se o segundo maior já encontrado na região Maia de Belize.

Mas essa não é a razão pela qual é tão singular, o artefacto é o primeiro do seu tipo inscrito com texto histórico. No verso, contém cerca de 30 hieróglifos que descrevem o seu primeiro proprietário. Não só o pendente e a inscrição em si são curiosos, mas também a região onde foi encontrado é bastante curiosa, em Nim Li Punit, no lado sul de Belize, uma região muito isolada na época.

“Foi como encontrar o Hope Diamond em Peoria em vez de Nova York”, disse o pesquisador-chefe Geoffrey Braswell da Universidade da Califórnia, em San Diego. “Esperávamos algo do género numa das grandes cidades do mundo maia, em vez disso, aqui estava, longe do centro”, acrescentou.

A região, Nim Li Punit, é um sítio bastante pequeno perto da cidade moderna de Indian Creek, situado num cume nas montanhas maias na borda sudeste do antigo sítio maia, a cerca de 402 km sul da famosa cidade maia, Chichen Itza no México.

Redescoberta por volta da década de 1970, acredita-se que a cidade tenha sido habitada entre cerca de 150 e 850 dC. Este pendente foi descoberto entre os restos de um palácio que foi construído por volta de 400 dC, enterrado dentro de um túmulo colapsado.

O túmulo é datado de cerca de 800 dC, perto do final da presença dos maias na aldeia, e foi encontrado com muitos outros artefactos.

A forma em T do pendente corresponde directamente ao hieróglifo maia “ik”, que significa “vento e respiração”, e indica que este foi utilizado em rituais para o mais importante dos deuses, Huracan, o deus do vento.

Mas o que nos diz o pendente? Embora o texto esteja ainda a ser traduzido, a equipa responsável diz que o pendente foi feito para o rei Janaab ‘Ohl K’inich, e provavelmente foi utilizado pela primeira vez em 672 dC. O texto descreve a filiação e os rituais de ascensão do rei e termina com uma passagem que liga o rei à antiga e poderosa cidade maia, Caracol, localizada a nordeste do local.

“Nós não achávamos que iríamos encontrar ligações reais ou políticas a norte e oeste de Nim Li Punit”, disse Braswell. “Nós pensávamos que se existisse algumas, estas seriam a sul e leste.”

Braswell acha que o pendente é um representante de quando uma nova dinastia chegou a Nim Li Punit, e fundou a cidade. Esta teoria é baseada no facto de este artefacto parecer ser o mais antigo com imagens ou hieróglifos encontrado na região.

No entanto, mais investigação será necessária, uma vez que o pendente por si só, representa uma prova muito vaga para os factos, de forma que a equipa e Braswell irão investigar mais aprofundadamente.

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