Os mistérios das florestas fósseis da antárctica

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Hoje, na nossa cabeça, a Antártida é uma vasta massa de gelo infindável, mas a verdade é que esta nem sempre foi assim. Há cerca de 260 milhões de anos atrás, o continente abrigava uma gigante rede de florestas, e agora, estão a ser estudados os restos fossilizados, a fim de melhor compreender o passado do nosso planeta.

Quando o continente era bastante mais quente, antes do aparecimento dos primeiros dinossauros, e antes da maior extinção em massa da história, era populado por vasta florestas. Os cientistas acreditam que a extinção em massa se deveu às devastadoras erupções vulcânicas na Sibéria.

A região na qual os pesquisadores têm concentrado a sua maior atenção, é conhecida como McIntyre Promontory, nas montanhas transantárcticas. A existência dos fósseis não é propriamente uma novidade, sendo já se sabia da mesma desde 1910, aquando da expedição liderada por Robert Falcon Scott.

Pode parecer impressionante, mas grande parte da Antárctica é inexplorada pelo homem, existindo diversas montanhas inexploradas no continente. As florestas deveriam ser bastante singulares, uma vez que mesmo com temperaturas mais altas, estas tinham de depois subsistir durante diversos meses de escuridão durante os quais estas deveriam hibernar.

Uma das grandes questões que surge normalmente, é qual o mecanismo que lhes permitia hibernar, e outra é como estas árvores se conseguiriam adaptar de forma tão rápida aos períodos de inverno e de verão, perguntas para as quais eventualmente estes fosseis trarão uma resposta.

Existem evidências de que as folhas das árvores se encontram espalhadas por todo o continente, e os novos fósseis sugerem que eventualmente as árvores conseguiam activar e desactivar o modo verão ou inverno de forma bastante rápida. Os pesquisadores acreditam também que a folhagem destas florestas fosse substancialmente menos diversificada do que aquela que caracteriza as florestas que hoje conhecemos.

Uma vez que esta floresta e estes fósseis são na verdade um testemunho da vida antes da extinção em massa, estes poderão nos ajudar a melhor compreender qual foi a origem do evento.

Estão já previstas para os próximos meses diversas expedições ao continente, que poderão ajudar a nos elucidar acerca da forma pela qual o nosso planeta se adapta às alterações climáticas extremas.

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