Porque é que os Labradores Não Param de Comer

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De todas as raças dos nossos melhores amigos, o Labrador Retriever poderão ser os nossos melhores amigos de todos, sendo os cães-guia mais comuns, e mesmo salvando humanos, descorando as suas próprias vidas. Mas, no entanto, eles gostam mesmo de comida. Agora os pesquisadores encontraram um gene que influencia o peso canino. Uma forma especifica associada à obesidade e que está restringida a labradores e seus derivados; curiosamente, parece ser demasiado comum entre cães de apoio a pessoas invisuais.

Os nossos companheiros são lindos em qualquer tamanho, mas o comer de mais não só torna os Labradores cães caros, mas também pode encurtar as suas vidas. Depois de diversos estudos terem demonstrado que esta raça é mais propensa à obesidade, a Dra. Eleanor Raffan da Cambridge University decidiu tentar descobrir o responsável por isso.

Raffan examinou três genes que foram associados à obesidade noutras espécies e estudou a sua frequência em 15 Labradores como peso a mais e 18 em forma. Na Cell Metabolism ela reportou que 10 destes cães obesos não tinham algum do DNA para o gene POMC, mas isto apenas se aplicava a dois dos cães em forma.

A variedade que ela encontrou faz lembrar uma versão humana que se sabe estar associada à falta de saciedade depois de comer. Raffan expandiu a sua experiência a 310 Labradores e descobriu que a forma encurtada do POMC aparecia com uma frequência de apenas 12 porcento. Onde existia, no entanto, foi associado a ter em média 2 quilos acima dos restantes e os comportamentos de querer comer constantemente tão comuns na raça – procurar restos e frequentemente (e adoravelmente difícil de desistir) pedir comida. O documento denota que o ganho de peso poderia ser ainda maior se os cães tiverem mais controlo sobre a sua comida e exercício.

“Pode manter o seu cão com esta mutação magro, mas terá de estar bastante mais atento, tem de ser mais rigoroso com a quantidade de comida e tem de conseguir resistir mais aos grandes olhos castanhos com que o seu cão olhará para si”, disse Raffan numa declaração.

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“Nós descobrimos algo em cerca de um quarto dos Labradores que liga à razão biológica para o comportamento de obsessão de comida reportado pelos donos”, disse Raffin. “Existem vários cães obcecados pela comida no grupo que não têm esta mutação, mas ainda assim existe um claro efeito nos que a têm”.

Apesar de a variação POMC ocorrer em 23 porcento dos Labrador Retrievers, não foi encontrada na maior parte das raças dos cães. A foram os Golden Retrievers – familiares próximos dos Labradores. Os efeitos em termos de comportamento e ganho de peso não variou com a raça.

No entanto, provavelmente o facto mais interessante deste estudo foi que a variação genética e quase quatro vezes mais comum nos cães de assistência. Raffan admitiu que isto poderá ser reflexo do seu numero limitado de cães de assistência, mas também existe uma possibilidade mais interessante; que de algum modo a variação POMC é também associada com qualidades que tornam os cachorros Labrador mais propícios a ser escolhidos para uma escola de cães-guia.

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[IFLScience]

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