Os diversos benefícios do café

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O café trás mais longevidade, ajuda na prevenção de doenças cardíacas, renais, respiratórias, cancros, AVC e até diabetes. Está comprovado que o consumo de café tem os seus benefícios e o estudo que o revela foi feito em mais de 180 mil pessoas.

Esta investigação será divulgada esta semana na publicação especializada Annals of Internal Medicine, a mesma baseou-se num estudo realizado nos Estados Unidos entre diversas etnias pela Universidade do Hawaii e a Escola de Medicina Keck, da Califórnia.

“Não podemos dizer que beber café prolonga a vida, mas vemos uma associação”, assim afirmou Veronica Setiawan, professora de medicina preventiva e principal autora deste estudo, no qual se regista que, quem bebe uma chávena de café por dia tinha menos 12% de probabilidade de morrer do que quem não bebe.

Para quem bebe duas ou três chávenas, o risco de morte reduz-se em 18%, não se verificando variação entre quem bebe café descafeinado. “O café contém muitos antioxidantes e compostos que desempenham um papel importante na prevenção do cancro”, explicou a investigadora, salientando ainda que os resultados não permitem concluir que o café é uma espécie de elixir, mas que “faz parte de uma dieta e estilo de vida saudáveis”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já tinha reconhecido, no ano passado de 2016, após 25 anos a associar o café ao cancro da bexiga, que a bebida reduz o risco de cancro hepático e uterino.

“Há pessoas que receiam que beber café possa ser mau porque aumenta o risco de doenças cardíacas, atrofia o crescimento ou leva ao aparecimento de úlceras ou azia, mas a investigação mostrou que de um modo geral, não faz mal à saúde”, declarou.

Ainda assim, existe uma contra-indicação clara no consumo de café muito quente, que a OMS alerta que pode causar cancro no esófago.

Todas as pessoas que participaram neste estudo responderam a questões relacionadas com o estilo de vida, hábitos alimentares, historial clínico e ainda hábitos de consumo de café, dados esses que foram sendo actualizados durante cinco anos. Dos participantes, 16% não consome café, 31% bebe uma chávena por dia, 25% bebe duas a 3 e 7%, declarou beber quatro ou mais chávenas diariamente. Os 21% restantes indicaram consumos sem padrão.

Esta tendência verificou-se entre afro-americanos, americanos de origem japonesa, de origem sul e centro-americana e brancos, o que leva os cientistas a considerar que o hábito se estende a outros grupos étnicos.

“Este estudo é o maior deste género que já foi feito e inclui minorias com estilos de vida muito diferentes”, afirmou Setiawan.

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