Cientistas perto de prevenir a doença de Alzheimer

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Foi uma equipa de investigadores dos EUA, que concluiu que a descida do nível de glicose no cérebro, estimula os sintomas do Alzheimer, propondo assim, uma forma de combater a doença.

A relação directa entre os baixos níveis de glicose no cérebro e o Alzheimer, já era conhecida pela comunidade cientifica e pelos médicos, mas foi uma equipa de investigadores da Temple University, nos Estados Unidos, que descobriu recentemente que esta ligação pode ser ainda mais profunda do que aquilo que se conhecia.

Agora num estudo publicado na revista Translational Psychiatry, a equipa liderada pelo investigador Domenico Praticò, revela que descobriu que a descida dos níveis de glicose acontece muito antes dos primeiros sintomas da doença (a perda de memória e as dificuldades cognitivas) e pode até motivar o aparecimento desses sintomas. Para além disto, os investigadores referem neste artigo, um tratamento que pode impedir a queda dos níveis de glicose, o que, em última análise, poderá significar a prevenção do próprio Alzheimer.

Estes especialistas identificaram novas provas que apontam para uma noção que já era conhecida, o envolvimento da proteína p38 neste processo. Segundo Domenico Praticò, “há agora muitas provas de que a proteína p38 está envolvida no desenvolvimento da doença de Alzheimer”. Assim, propõem a utilização desta proteína na produção de um medicamento para a possibilidade de se prevenir a doença.

Este estudo foi realizado com recurso a ratos de laboratório, os investigadores reduziram o nível de glicose no cérebro dos animais e observaram o resultado dessa experiência. O que se sucedeu foi que os ratos aos quais foi diminuído o nível de glicose, sofreram um declínio no funcionamento das células do cérebro, falharam muito mais em testes de memória e ainda registaram uma aceleração da morte celular no cérebro. Estes são sintomas que indicam o início da doença de Alzheimer.

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