Os cientistas estão a desenvolver um fio mais resistente que a teia de aranha

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Um grupo de investigadores do Instituto Karolinska, localizado na Suécia, está a desenvolver um tecido que irá ser ainda mais resistente, do que a seda que constitui as teias de aranha.

Aparentemente, observando uma teia, a sua fina espessura é geralmente logo associada à sua provável fragilidade, mas esta percepção está absolutamente longe de verdadeira, o tecido que as constitui consegue na verdade ser ainda mais forte do que o aço. No entanto, um grupo de cientistas está trabalhar no desenvolvimento de um tecido, que consegue ser ainda mais resistente do que o das teias de aranha, dá conta o El País.

Assim, estes investigadores, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, desenharam uma proteína, solúvel em água, capaz de criar seda de teia de aranha artificial. Com a ajuda de uma máquina de fiar, o tecido é então gerado e são produzidas fibras em grandes quantidades, visando assim a uma produção a larga escala que poderá vir a ser utilizada por grandes indústrias. Por agora, a grande prioridade do grupo de investigadores, é apenas a introdução desta técnica na produção de seda, associada a tecidos para roupa desportiva, com o objectivo de melhorar a qualidade da mesma, segundo fonte do jornal espanhol.

Gustavo Plaza, professor de Ciências dos Materiais na Universidade Politécnica de Madrid, salientou também as diversas qualidades deste material, não se mostrando assim admirado pelo interesse despertado em investigadores de todo o mundo, “A seda combina uma resistência e uma capacidade de deformação muito grandes. É um excelente material para absorver impactos, isto é o que ela (teia de aranha) faz na natureza, absorve impactos de insectos”, revelou a Plaza.

No entanto, e de forma contrária à prioridade do grupo de cientistas que avançou com o processo de criação do tecido, Gustavo Plaza, admitiu que o mais interessante seriam as aplicações biomédicas, “O mais interessante agora são as aplicações biomédicas, porque estas fibras têm boas propriedades mecânicas, são biocompatíveis e podem ser optimizadas para ser biodegradáveis”, referiu o professor.

No entanto, essa hipótese não é descartada pelos investigadores, que prometem ir mais além e criar projectos mais ambiciosos.

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