Os chimpanzés sentem empatia tal como os humanos

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A proximidade social é importante, como por exemplo, quando se presta consolo, concluiu assim um estudo científico que analisou o comportamento humano.

Os investigadores estudaram os animais como estudam os humanos, o que esse grupo pretendeu analisar como funciona nos humanos adultos, foi o mecanismo de consolar alguém, uma vítima de algo, alguém triste, por exemplo.

Empatia é a palavra certa, tal como acontece com os chimpanzés, ou com as crianças, ambos os grupos alvo de diversos estudos neste tema. Sobre humanos adultos, no entanto, a investigação é menor.

Entrou assim em cena, um estudo liderado por Marie Rosenkrantz, publicado na Plos One e sumarizado pela Science Daily. Tal como é feito com os animais, os investigadores analisaram imagens de câmaras de vigilância para tirarem algumas conclusões. Foram analisadas 249 pessoas e os momentos imediatamente a seguir a 22 roubos num contexto comercial, como um exemplo que resulta em transtorno emocional.

Os cientistas investigaram se os factores tal como a proximidade social (faixa etária, trabalharem no mesmo sítio, entre outros) ou mesmo o sexo das pessoas, afectam uma consolação física, como por exemplo, o toque ou um abraço.

A equipa composta por elementos da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, e também investigadores do Netherlands Institute for the Study of Crime and Law Enforcement, na Holanda, concluiu que uma maior proximidade social, ao invés da proximidade física da pessoa ou do acontecimento, é mais importante quando uma pessoa consola outra. A conclusão em causa, vai de encontro com a teoria que defende que a empatia tem um papel importante no tipo de situações apresentadas.

Enquanto que as mulheres têm mais tendência para consolar alguém, ambos os sexos recebem conforto de forma igual, caso algo de mal aconteça. Quanto mais perigosa e séria a situação, mais provável é o acto.

Tal situação repete-se com os chimpanzés, segundo o que já está documentado, os cientistas concluem que ambas as espécies reagem através da empatia. Os padrões apresentados pelos humanos adultos assemelham-se aos verificados no comportamento dos primatas, no que toca à reacção da pós-agressão.

“Observações únicas em câmara, no contexto de crimes violentos da vida real, mostram que os adultos humanos consolam de forma similar ao que é vista entre chimpanzés”, disse Marie Rosenkrantz.

Os autores deste estudo dão ainda importância ao facto de este tipo de pesquisa, comparativa entre diferentes espécies, ser útil para compreender as mentes dos animais.

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