As Ondas Gravitacionais deram-nos uma colisão de estrelas de neutrões

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É oficial, pela primeira vez e graças às ondas gravitacionais, os cientistas conseguiram finalmente fotografar a colisão de duas estrelas de neutrões, que teve local a cerca de 130 milhões de anos-luz, e o evento foi baptizado com o nome GW170817.

Devido à astronomia através de ondas gravitacionais, que identificaram o evento e alertaram os diversos observatórios onde o mesmo iria acontecer. Este é um evento único, que jamais havia sido observado ou registado, e até agora nunca havia sido possível identificar de que direcção vinham as ondas gravitacionais, nem tão pouco observar o evento que as estava a criar, e há que ter em conta, que esta é ainda apenas a quinta vez que as ondas gravitacionais são detectadas.

As ondas gravitacionais anteriormente detectadas eram o resultado de colisões ou fusões de buracos negros binários, que se tinham unido em um único buraco negro gigante, e existem essencialmente dois motivos pelos quais não os pudemos presenciar, sendo que o primeiro foi o facto de até ao início do ano só existirem ainda dois telescópios do tipo LIGO, o que fazia com que apenas uma pequena área do céu pudesse ser observada, algo que já não reflecte a verdade uma vez que agora existe o interferómetro Virgo em Itália, que permitiu aumentar a capacidade de localização do evento, em cerca de dez vezes.

O segundo motivo é o facto de, por natureza, os buracos negros serem invisíveis ao olho humano, uma vez que estes absorvem toda a luz, só conseguimos detectar a sua existência, devido às alterações no espaço em seu redor.

Já as estrelas de neutrões são um caso totalmente oposto, sendo altamente visíveis, portanto uma colisão entre duas estrelas deste tipo, sempre foi um evento altamente antecipado.

É incrível observar esta colisão de duas estrelas de neutrões, que aconteceu a cerca de 130 milhões de anos luz, como se tivéssemos a ver televisão, esta é apenas uma das primeiras coisas fantásticas que iremos poder presenciar graças às ondas gravitacionais, e uma vez mais, Einstein tinha razão.

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