O Oceano Árctico está 20ºC mais quente

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Estamos já em Dezembro, e por esta altura do ano a temperatura no Pólo Norte devia estar já a desenhar uma curva descendente nos gráficos meteorológicos. No entanto, não é isso que está a acontecer, na realidade, a temperatura nesta zona está a subir. Qual o motivo que pode estar na origem desta situação fora do comum?

A resposta pode estar por exemplo, numa massa de ar quente que está a impedir a formação de gelo no Oceano Árctico. Numa altura em que pela data do calendário, já deviam estar a ser registadas nesta região, as temperaturas mais baixas do ano. O calor que se faz sentir está a impedir a formação das camadas de gelo.

Numericamente é possível verificar que o Árctico está 20ºC mais quente do que o normal para esta altura do ano. Mas não é só, a extensão da camada de gelo no Oceano Árctico está igualmente a atingir mínimos históricos e as águas estão a congelar muito mais lentamente do que o suposto.

O investigador da Universidade da Califórnia Zack Labe, publicou na sua conta do Twitter, um gráfico com a temperatura da região desde o início deste ano até ao momento. Nessa imagem é possível observar uma linha vermelha que “segue na direcção errada”, num movimento ascendente, ou seja, uns pontos abaixo podemos ver uma linha verde, que representa a temperatura expectável para esta altura do ano.

Já para Jennifer Francis, da Universidade Rutgers em New Jersey, “o aquecimento do Árctico é resultado da combinação de uma extensão de gelo muito baixa, a níveis recorde para esta altura do ano, que torna, provavelmente, o gelo muito fino, com muito ar quente e húmido que vem de latitudes mais baixas”, explicou ao jornal The Washington Post.

A opinião partilhada por mais especialistas nesta área, que defendem que a corrente que leva grandes massas de ar quente para a região polar tem vindo a aumentar à medida que a própria temperatura polar também aumenta. E sem dúvida que para todos, a situação é preocupante. Para já, o problema poderá ser atribuído a esta massa de ar.

Jack Labe, continua convicto que este aumento representa um padrão pouco comum com consequências imprevisíveis, mas nunca positivas.

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