O nosso fluxo sanguíneo poderá ter influenciado a nossa inteligência

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Ao que parece a nossa inteligência não depende apenas do tamanho do nosso cérebro, o nosso sangue tem também um papel muito importante. Desde sempre, os antropologistas se interessaram pela evolução da inteligência humana ao longo do tempo, e desde então, o seu foco tem sido sempre o tamanho do crânio fóssil, e ao longo do tempo, o volume do nosso cérebro aumentou cerca de três vezes e meia quando comparado com os nossos antepassados, os Australopitecos.

No geral, assume-se que a nossa inteligência está relacionada com o tamanho do cérebro, porque quanto maior é o cérebro, maior é o número de células nervosas nele contidas.

A nova pesquisa foca-se no fluxo sanguíneo do cérebro, que está directamente relacionado com a taxa metabólica uma vez que o sangue transporta oxigénio, e se o fluxo sanguíneo para o cérebro for interrompido, irá perder a consciência em meros segundos.

O fluxo sanguíneo comum para o cérebro é de cerca de 7 milímetros, e esta taxa geralmente não sofre qualquer variação quaisquer que sejam as tarefas.

O fluxo dirige-se para o cerebelo, a zona cognitiva do cérebro, através de duas artérias carótidas, localizadas do lado direito e esquerdo, e o seu tamanho é proporcional ao fluxo que por elas circula.

Tal como nas nossas casas, onde os canalizadores instalam tubos mais largos consoante a necessidade de transportar um maior fluxo de água, o sistema circulatório sanguíneo também se ajusta com o decorrer do tempo, e por sua vez, aumenta o fluxo de oxigénio para cumprir com a necessidade dos órgãos.

Ao medir a dimensão das grandes artérias que alimentam o cérebro, é possível na verdade calcular o fluxo sanguíneo médio que alimenta o cérebro e é um método tão simples quanto eficiente.

Portanto, apesar do cérebro tem aumentado 3.5 vezes o seu tamanho, o fluxo sanguíneo aumentou umas incríveis 6 vezes, passando de uns meros 1.2 milímetros por segundo para 7! E isto indica que os nossos cérebros, necessitam de 6 vezes mais quantidade de oxigénio que os dos nossos ancestrais, provavelmente devido à nossa capacidade cognitiva, que exige mais energia do nosso cérebro.

O nosso corpo foca cerca de 25 porcento da nossa taxa metabólica no cérebro, enquanto que os outros primatas geralmente apenas atribuem cerca de 10 porcento. Os nossos cérebros funcionam como um supercomputador, quanto maior é a sua capacidade de processamento, maior o fluxo de energia necessário, no caso do cérebro, fluxo sanguíneo.

Ao contrário de todos os outros animais, o cérebro humano aumentou a sua dimensão a um ritmo maior do que o resto do corpo, tornando-nos únicos entre todos os animais.

Poderá ler todo o artigo no The Conversation.

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