O antepassado do crocodilo que aterrorizava dinossauros

0

Existiu há cerca de 165 milhões de anos, um animal com uma tonelada, capaz de triturar ossos. Este habitava na ilha de Madagáscar. Razanandrongobe sakalavae, também conhecido como “Razana”, foi oficialmente confirmado como sendo um parente distante dos crocodilos modernos.

Bem no passado, no período Jurássico, há cerca de 165 milhões de anos, este animal passeava na ilha de Madagáscar, era o predador mais temido da zona, Razanandrongobe sakalavae, um parente distante dos crocodilos. “Razana” era muito veloz, tinha pernas rectas e era o pesadelo dos dinossauros.

Nessa altura, a ilha de Madagáscar ainda não estava separada tectónicamente da Índia e de África e já se tinha tornado um lar para a grande diversidade de répteis e dinossauros que lá existiam. Os restos fragmentados do fóssil de “Razana”, são agora descritos numa pesquisa de paleontologistas italianos e franceses. Esta espécie foi documentada pela primeira vez há cerca de uma década, no entanto, devido às limitações dos fósseis, a sua especificação manteve-se desconhecida.

O mais recente estudo publicado esta semana na revista PeerJ, permitiu apontar com a descoberta e ajuda de novos fósseis de mandíbulas e dentes encontrados, que o “maior carnívoro terrestre deste ecossistema” era, efectivamente, um réptil parente dos crocodilos e jacarés modernos. Para além das suas narinas voltadas para a frente e a formação do maxilar inferior, o “Razana” também tinha os dentes expandidos lateralmente, sendo estas evidências que os aproximam dos crocodilos.

Segundo conta a publicação, as suas mandíbulas eram robustas, mas possivelmente curtas, e os dentes largos e em serrilha (maiores que os do T. Rex e outros dinossauros de tamanho semelhante) que permitiam a perfuração de tecidos muito duros como por exemplo ossos e tendões. Muitas das características desta espécie, incluindo a sua dentição, sugerem que a alimentação do réptil era à base destes alimentos.

“Razana”, podia “superar dinossauros terópodes – bípedes, carnívoros e omnívoros – no topo da cadeia alimentar”, afirmou Cristiano Dal Sasso, paleontólogo do Museu de História Natural de Milão, num comunicado. Os investigadores ainda pretendem encontrar mais alguns ossos a fim de tentarem completar o esqueleto, mas as escavações nestas áreas de Madagáscar são de difícil acesso. O aprofundamento desta pesquisa vai ajudar a preencher a linhagem “fantasma” neste grupo, ao descobrir outros exemplos do período Jurássico.

“Começámos com dentes isolados e fragmentos ósseos e acabámos por trazer de volta à vida um triturador de ossos de uma tonelada”, acrescentou Cristiano Dal Sasso.

Leave A Reply