Novo tipo de células cerebrais

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Um grupo de neuro-cientistas descobriu uma nova forma de categorizar neurónios ao nível nuclear, o que irá ajudar os cientistas a classificarem melhor as áreas do cérebro.

O mapeamento dos métodos de funcionamento do cérebro humano é provavelmente um dos passos mais importantes para podermos alterar a forma como os humanos funcionam a nível molecular, e poderá até nos ajudar a encontrar novas formas de combater doenças neurológicas e até eventualmente permitir um aperfeiçoamento da inteligência humana.

Apesar de existirem diversos pesquisadores a desenvolver tecnologia para se interconectar com o nosso cérebro e melhorar a sua funcionalidade, mas antes de conseguirmos fazê-lo, será necessário entender como funciona a nível molecular e ao mais ínfimo detalhe o nosso cérebro.

Graças à equipa de pesquisadores do Salk Institute e da University of California San Diego, que acaba de anunciar uma descoberta bastante importante, poderemos estar mais perto.

Segundo um dos autores do estudo, Joseph Ecker, do Howard Hughes Medical Institute, há algumas décadas os neurónios eram identificados pelo seu formato, mas agora estamos a utilizar uma abordagem diferente, e a identificar e catalogar os neurónios a nível molecular, ao observar a alteração do perfil de metilação de cada célula, conseguimos saber que tipo de célula esta é ao certo com precisão.

O que significa que ao sequenciar a estrutura molecular dos neurónios ainda que estes apresentem uma forma similar quando observados ao microscópio, conseguimos passar a cataloga-los em subgrupos, podendo separa-los de forma mais eficiente.

Esta pesquisa permitirá aos cientistas gerar uma lista que cada tipo de neurónio e as suas funções, e uma vez que existem centenas de tipos de células cerebrais diferentes com diferentes funções e comportamentos, é extremamente importante saber o que elas representam para o funcionamento do cérebro.

Esta nova forma de classificação é extremamente importante, uma vez que nos irá ajudar a melhor compreender o porquê de certas doenças neurológicas e até eventualmente como trata-las de forma definitiva, ou mesmo corrigir geneticamente a possibilidade de estas existirem.

Vivemos numa época incrível, e todas estas descobertas irão contribuir para um melhor futuro.

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