Novo tipo de Bactéria alimenta-se apenas do Ar

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Foi descoberta pela primeira vez uma bactéria que se alimenta unicamente do ar, sendo também bastante mais resistente aos organismos, apresentando uma maior capacidade de sobrevivência aos químicos presentes no ar, e esta inédita descoberta poderá mudar de forma radical o método que utilizamos para procurar vida em outros planetas.

Os micróbios encontrados no continente antárctico, conseguem resistir apenas necessitando de hidrogénio, monóxido de carbono e dióxido de carbono, conseguindo resistir em situações extremas em que outras fontes de energia seriam escassas.

Até agora tal nunca havia sido considerado, mas após esta incrível descoberta, põe se a simples questão de se não serão os elementos presentes na atmosfera, suficientes para estes organismos subsistirem.

Sendo a Antártida um dos mais rigorosos e inóspitos ambientes conhecidos pelo homem na Terra, existiu sempre a questão, de como conseguiam estes simples organismos sobreviver em situações, em que em alguns dos casos, não havia sequer acesso a água, e temperaturas negativas extremas durante rigorosos meses de escuridão, com uma exposição aos raios ultravioleta bastante elevada.

A fim de compreenderem como estas bactérias sobreviviam nas condições descritas, os cientistas recolheram diferentes amostras de solo de duas regiões distintas do continente, nas quais a vida e fontes de energia eram praticamente inexistentes.

De seguida os cientistas procederam a análise do DNA microbial do solo por trechos, unindo os resultados num método sequencial a fim conseguir obter a sequência completa, e após esta análise os cientistas conseguiram identificar duas novas bactérias, a WPS-2 e a AD3.

A espécie de bactéria que existia em maior abundância no solo apresentava genes com uma elevada afinidade por hidrogénio e monóxido de carbono, conseguindo então absorver estes gases a uma taxa mais rápida do que seria comum e assim sobrevivendo.

O passo seguinte passa por entender se estas bactérias que basicamente se alimentam no ar existem apenas naquele continente, ou são bastante mais comum do que aquilo que pensamos e existem por todo o planeta. O facto de estas bactérias não necessitarem de luz abundante para sobreviver, torna também necessário que haja uma alteração no tipo de planetas que devemos ter em foco quando procuramos por vida fora do nosso planeta.

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