Novo estudo sugere que a Terra está a enviar oxigénio para a Lua

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Alguns cientistas japoneses descobriram que a Terra pode estar a transportar iões de oxigénio de origem biológica para a Lua através da magnetosfera, posteriormente, esses iões fixam-se na superfície lunar.

Um novo estudo publicado na passada Segunda-Feira, na revista Nature, sugere que existem partículas de oxigénio com origem biológica a serem transportadas da Terra para a Lua, empurradas por iões de um vento magnetosférico.

Isto significa que o nosso planeta pode estar a perder oxigénio, deixando-o escapar para a Lua desde há milhões e milhões de anos.

Este relatório explica ainda, como é que essa fuga está a acontecer – a Lua só está protegida da energia enviada através do vento solar durante cinco dias do mês, quando a Terra passa entre o nosso satélite e o Sol, assim, o campo magnético terrestre não serve apenas para proteger o planeta das partículas energéticas que compõem o vento solar. Posteriormente, e ao interagir com o vento solar, ela dá origem a uma barreira de iões feita essencialmente de hidrogénio e de alguns iões de oxigénio dotados de muita energia. Se a Lua passar por esse escudo, ela pode receber alguns desses iões de oxigénio, que ficam na superfície lunar a uma profundidade máxima de 2 micrómetros.

Esta nova descoberta foi possível graças aos dados recolhidos pela sonda espacial japonesa Kayuga, que acompanhava a Lua na sua viagem em redor da Terra e contabilizava os iões que o satélite recebia ao passar por essa região, a leitura desses dados permitiu ainda desvendar a existência de altas concentrações de iões de oxigénio com muita energia que não tinham origem nos ventos solares.

Tudo isto ajuda-nos a entender de onde vem o oxigénio e o hidrogénio que foram encontrados na Lua e permite descobrir se esses elementos podem ser transformados em água na superfície lunar. “A ecosfera é estabilizada pela Lua. As plantas fazem a fotossíntese para produzir oxigénio e, em seguida, o oxigénio é transportado para a Lua”, disse Kentaro Terada, um dos envolvidos no estudo.

De momento, o Japão está mais interessado em regressar à Lua em busca de mais certezas.

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