NASA salva Kepler após emergência desconhecida que a deixou isolada

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A nave espacial caçadora de planetas da NASA Kepler foi salva de um desastre eminente depois de um problema não identificado tê-la deixado a navegar sozinha no espaço a mais de 120 milhões de quilómetros da Terra.

No fim da semana passada, a NASA anunciou que a Kepler tinha entrado no modo Modo de Emergência (EM) contra falhas devido a um problema não identificado com o telescópio espacial, deixando os engenheiros o fim de semana todo à procura da causa do problema.

“Durante um contacto programado na Terça-Feira 7 de Abril, os engenheiros de operações da missão descobriram que a nave estava em modo de emergência (EM)”, disse a NASA numa declaração. “EM é o modo operacional mais baixo e consome bastante combustível. Recuperar do EM é agora o objectivo da equipa”.

Mas agora a agência informou que a nave Kepler recuperou. Infelizmente, a causa do problema ainda não é clara, portanto a Kepler ainda não está fora de perigo. A Nave Espacial atingiu um estado estável na manhã de domingo e mudou para o modo de baixo consumo desde então. Os cientistas estão a analisar a nave esta semana para tentar perceber o que gerou o problema.

“O evento anómalo de EM é o primeiro a atingir a Kepler ao longo da sua estadia de sete anos no espaço”, disse a NASA na sua declaração, acrescentando que as operações de missão “continuam vigilantes”.

A NASA detectou o problema inicialmente no meio da semana passada, quando os cientistas estavam a tentar apontar a nave para o meio da via láctea para uma nova ronda de observações. Devido à natureza séria do problema, a NASA disponibilizou à equipa do Kepler acesso prioritário à Deep Space Network, a rede de comunicações baseada na Terra para comunicar com naves espaciais pelo Sistema Solar. Mesmo utilizando isto, a comunicação de ponto-a-ponto levou 13 minutos, devido à distância a que está da Terra.

Kepler 452b

O Kepler foi lançado em 2009 para encontrar planetas para lá do Sistema Solar utilizando o método de trânsito – observando a curva de estrelas distantes quando os planetas lhes passam à frente. Através deste método, a nave espacial descobriu milhares de potenciais exoplanetas, bastantes mais do que todos os outros telescópios caçadores de planetas combinados. Portanto, a NASA está bastante empenhada em manter a missão no sucesso, pelo menos até ao seu sucessor – o Transiting Exoplanet Survey Satellite (algo como, Satélite de Vigilância de Trânsito de Exoplanetas) (TESS) – ser lançado em 2017.

Esta não é a primeira vez que o Kepler encontrou algum contratempo, no entanto. Em Julho de 2012, uma das quatros engrenagens de reacção giroscópicas utilizadas para orientar a nave espacial teve uma falha, e os cientistas tiverem de arranjar uma solução engenhosa para utilizar a pressão do vento solar e utiliza-la como uma quarta engrenagem.

Graças a estes esforços, a nave pode continuar as suas operações como para da missão K2 em 2014, continuando a encontrar planetas para lá do Sistema Solar. No início deste ano, 100 novos planetas foram apresentados como parte desta missão secundária.

E agora, a missão pioneira do Kepler poderá, esperamos, continuar.

[IFLScience]

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