NASA rumo ao Sol no ano de 2024

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A agência norte-americana NASA, vai enviar uma sonda rumo ao Sol em 2018 para estudar as tempestades solares. Será a primeira missão a entrar na atmosfera do Sol.

Já em contagem decrescente para o lançamento, que está agendado para dia 31 de Julho do próximo ano, a sonda solar Parker, da NASA, acaba agora de receber um dos seus componentes cruciais, o escudo térmico mais sofisticado de sempre, e está agora na fase final de testes, que são decisivos para o sucesso da sua ousada missão. Que é, nada medos, do que chegar o mais perto possível do Sol.

A sonda Parker, cujo nome foi atribuído em homenagem ao físico Eugene Parker, da Universidade de Chicago, que no ano de 1958, previu a existência do vento solar. Esta será, se tudo correr como planeado, a nave terrestre que vai chegar onde nenhuma outra chegou. A pouco menos de seis milhões de quilómetros de distância do Sol – 5,9 milhões de quilómetros, mais precisamente. Ou seja, no meio do vento solar, a corrente de partículas emanadas pela estrela, que depois se espalham por todo o sistema solar.

O objectivo principal desta missão, é estudar as propriedades do vento solar e para isso os instrumentos a bordo da sonda vão protegidos por um escudo térmico com 11 centímetros de espessura, feito de um novo compósito à base de carbono. Sem isso, na passagem mais próxima da estrela (os tais 5,9 milhões de quilómetros, o que é 25 vezes menos do que a distância da terra ao Sol) a sonda e os seus instrumentos não aguentariam as altas temperaturas que, naquela região próxima da estrela atingem os 1377 graus Celsius.

Assim, e pela primeira vez, uma sonda vai entrar na atmosfera do Sol, a chamada coroa solar, que é constituída por um plasma, um vento solar feito de partículas, para lá realizar o seu estudo, perto da origem. Com isso, os cientistas esperam obter novos dados sobre os processos que aquecem a coroa solar e que aceleram o vento solar.

Após lançada, em 2018, a sonda, que foi desenvolvida e construída na Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, deverá entrar na órbita do em 2024, após uma viagem de aproximação lenta e gradual. Está previsto que complete pelo menos três órbitas em torno da estrela.

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