Na Tanzânia os Drones combatem a malária

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Esta doença infecta mais de 200 milhões de pessoas por ano a nível mundial e é também responsável por matar cerca de 500 mil pessoas por ano.

É transmitida por mosquitos, e manifesta-se através de sintomas como a febre e dores de cabeça, que, nos casos mais graves, podem até progredir para um estado de coma ou mesmo resultar em morte. Esta encontra-se disseminada em regiões tropicais e subtropicais ao longo de uma faixa de grande dimensão em redor do equador, englobando dessa forma grande parte da África subsariana, Ásia e também América.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já levou a cabo muitas campanhas realizadas e comunicadas em larga escala por toda a África Subsariana, com o objectivo de informar e combater esta doença, interrompendo assim o seu ciclo de transmissão.

São milhões as redes mosquiteiras montadas que ajudam a afastar os mosquitos, estas foram distribuídas pelas comunidades de forma gratuita bem como insecticidas para se vaporizar o interior das casas. Já em algumas áreas de Zanzibar, estas medidas de prevenção conseguiram uma diminuição da prevalência da doença de 40% para 1%.

De momento a Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, em parceria com o Programa de Eliminação da Malária de Zanzibar, está a complementar todos estes métodos já existentes de prevenção com o uso de Drones, que computam imagens de grandes zonas de águas paradas, muito usadas pelos mosquitos para se reproduzirem. O objectivo é a criação de mapas excepcionalmente precisos de potenciais locais onde estes habitam, para que estes possam ser tratados com larvicidas.

Em cerca de 20 minutos foi possível para um único Drone, uma pesquisa correspondente a uma área de 30 hectares, podendo essa imagem ter ainda sido processada e analisada nessa mesma tarde.

Além de tudo isso, os investigadores planeiam ainda incorporar as imagens dos Drones em smartphones para dessa forma ajudarem as equipas de pulverização de larvicida, e ser possível assim um melhor acompanhamento dos progressos.

As populações têm sido envolvidas neste processo de forma a minimizar efeitos negativos do uso de Drones, uma vez relacionados com a invasão da privacidade.

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