Motores Jacto de Plasma para voar

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Sabe os Motores Jacto de Plasma, aqueles que aparecem nos filmes futurísticos de ficção cientifica, que permitem que as naves se desloquem a velocidades superiores às de os motores convencionais? Temos boas notícias, eles vão “ganhar vida” no futuro próximo, e não são apenas rápidos, mas também não são dependentes de combustíveis fósseis, e é bastante barato.

Já foram testados e utilizados em laboratórios de pesquisa, mas agora, pesquisadores da Universidade Técnica de Berlim querem trazer a tecnologia para fora dos laboratórios, e para os céus! Ao contrário dos motores convencionais, que queimam combustíveis e ar comprimido, e expelem os resultados pela parte traseira do motor, o motor jacto de plasma age como uma estrela ou um reactor de fusão.

Funciona excitando e comprimindo gás em plasma, e depois gera um campo electromagnético, que por fim gera electricidade.

A equipa de pesquisa, liderada por Berkant Göksel, está a tentar combinar o motor de plasma com o jacto de passageiros comum, para criar algo com uma boa relação custo-benefício e que possa voar a grandes altitudes, mantendo a possibilidade de descolar e aterrar.

“Nós fomos os primeiros a produzir jactos plasma rápidos e poderosos ao nível do solo”, disse Göksel. “Estes jactos de plasma conseguem atingir velocidade de até 20 quilómetros por segundo”.

Claro que, como qualquer projecto revolucionário, ainda existem diversos obstáculos no seu caminho, como o primeiro a ser o tamanho dos propulsores, que têm cerca de 80 milímetros, o que significa que para propulsionar um avião padrão comercial, seriam precisos 10 000 propulsores, portanto este projecto não é para já a base para a versão comercial. Por enquanto a equipa irá utilizar entre 100 a 1000 destes propulsores em uma pequena nave, para poderem testar melhor.

Outro grande problema, é que como tudo o que trabalha com electricidade, existe a necessidade de armazenar grandes quantidades de energia, e mesmo nesta versão pequena, existe a necessidade de baterias para armazena-la, mas mais baterias, equivale a mais peso, o que é contraproducente.

“Um conjunto de propulsores requer uma pequena central de produção eléctrica, que é impossível de montar numa nave com a tecnologia actual”, disse Dan Lev do Technion-Isral Institute of Technology ao New Scientist.

Portanto, para conseguirmos tirar o completo partido da tecnologia, teremos de aguardar por melhor tecnologia para acumular a energia, mas pelo menos parece que estamos no bom caminho.

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