A missão da sonda espacial Cassini está a terminar

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Após ter sido lançada há já 20 anos pela NASA, Cassini iniciou, esta semana, as suas últimas cinco órbitas a Saturno.

E assim, a missão da sonda Cassini em Saturno está a chegar ao fim. Iniciou, esta semana, a primeira das últimas cinco órbitas ao planeta, que culminará com a sua desintegração na atmosfera, a 15 de Setembro.

Foram já 20 anos de Cassini, anos esses que permitiram revolucionar a compreensão do Sistema Solar e que terminam daqui a cerca de um mês. No mais recente movimento, a sonda conseguiu posicionar-se a cerca de 1.600 quilómetros da parte superior da atmosfera, de forma a recolher amostras de gases e identificar a composição química da atmosfera do planeta.

O planeta Saturno é composto principalmente de hidrogénio (cerca de 75%), hélio e outros gases, assim explicou o cientista da Agência Espacial Europeia, Nicolas Altobelli, em entrevista à BBC. “Saturno irradia mais energia do que absorve do Sol, o que significa que não é uma energia gravitacional e está a ser perdida. Por conseguinte, obter uma medida precisa de hidrogénio e hélio nas camadas superiores, estabelece uma restrição à distribuição geral do material no interior”.

Embora a aproximação do grande final, ainda se colocam muitas questões como, por exemplo, quanto dura um dia em Saturno? Segundo Jo Pitesky, ainda não há nenhuma certeza, mesmo após tantos anos. Quando Cassini visitou o gigante gasoso pela primeira vez, mediu o dia em 10 horas e 47 minutos, mas sempre que o voltava a fazer, os números mudavam. Por isso, é esperado que Cassini voe ainda mais baixo do que tem voado até agora, de modo a observar com mais pormenor, o movimento entre o campo magnético e o eixo de rotação do planeta.

Antes de entrar na última fase de “mergulhos”, Cassini despede-se da maior lua de Saturno, a Titã, com imagens que dão a oportunidade de ver detalhes nunca antes observados do satélite natural do planeta. Além disso, as imagens mostram ainda a atmosfera em constante mudança, evidenciando assim o movimento das nuvens ao longo dos anos.

Durante toda a missão, o radar de Cassini vislumbrou aproximadamente 67% da superfície de Titã.

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