Microsoft irá armazenar informação no DNA

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Se armazenarmos informação em DNA, como o fazemos nas bandas magnéticas, conseguiríamos armazenar toda a informação conhecida à humanidade desde sempre, numas instalações com sensivelmente as dimensões de uma garagem dupla.

A Microsoft informou esta semana que planeia começar a armazenar a sua informação informática em DNA, algures nos próximos 3 anos, e planeiam dispor de um sistema de armazenamento operacional baseado nesta tecnologia durante a próxima década.

Por muito que aparente ser antiquado, a velha banda magnética (tape) continua a ser actualmente a forma mais eficiente e económica de armazenar informação, uma vez que consegue armazenar cerca de terabyte por unidade, e tem uma capacidade de retenção de cerca de 30 anos.

Mas quando analisamos o facto de nos últimos dois anos ter sido gerada mais informação do que em toda a história da humanidade, chegamos à conclusão que as bandas magnéticas poderão ter os seus dias contados, e apesar de o DNA parecer uma escolha estranha para armazenar informação digital este, como sabemos há mais de 70 anos, tem a capacidade de armazenar capacidades gigantes de informação num espaço ínfimo.

Em 1940, o Físico Erwin Schrödinger, propôs a existência de uma codificação hereditária armazenada numa estrutura não repetitiva, e esta sugestão, inspirou James Watson e Francis Crick a determinarem a estrutura elíptica do DNA com base na pesquisa de Rosalind Franklin, revolucionando o nosso conhecimento acerca da mecânica da vida.

Apesar de o DNA ser utilizado para armazenar informação pelos nossos corpos já há biliões de anos, a abordagem informática desta prática apenas foi alcançada e realizada há cerca de cinco anos, quando um geneticista da Harvard University decidiu armazenar todo o seu livro, informação de imagens incluída.

Desde então, a tecnologia progrediu bastante, até um ponto no qual os cientistas já conseguem armazenar 215 petabyes (215 milhões de gigabytes) numa mera grama de DNA, mas apesar de ser extremamente compacto, o processo não é nem barato, nem rápido.

No ano passado a Microsoft armazenou cerca de 200 megabytes de informação num processo único, processo esse que terá custado cerca de 800 000 dólares, o que significar que o processo precisa de ficar colossalmente mais barato para se tornar uma opção competitiva, e não só isto, mas o processo foi também extremamente lento, tendo atingido velocidades de apenas 400 bytes por segundo, para ser rentável, precisa pelo menos de atingir os 100 megabytes por segundo.

Apesar de ainda não termos atingido o ponto desejado no processo de armazenamento de informação neste tipo media, sabemos que num futuro próximo poderemos fazê-lo com uma relação custo-benefício mais equilibra, e resolver então o problema crescente do armazenamento de informação versus crescimento da mesma.

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